Os próximos caças F-35 Lightning II a entrarem em serviço com as forças armadas dos Estados Unidos terão capacidade de combate reduzida, ficando destinados a missões mais simples, inclusive sendo impedidos de realizarem todo o escopo de treinamento dos aviadores. O problema é a falta dos novos radares AN/APG-85. Sem o equipamento disponível, a US Navy, a US Air Force e o US Marine Corps decidiram receber aeronaves com um lastro no nariz, sem um radar funcional.
Há grande expectativa pelo AN/APG-85. Desenvolvido pela empresa Northrop Grumman, é um equipamento do tipo varredura eletrônica ativa (AESA), com longo alcance, possibilidade de identificar alvos pequenos, como drones, e atuar ao mesmo tempo tanto no modo ar-ar quanto ar-superfície. O problema é que o programa tem sofrido atrasos e os caças a partir do Lote 17 tem mudanças na estrutura e no software de missão para a instalação do novo radar, mas inadequadas para o modelo anterior, o AN/APG-81.
A decisão do Pentágono não foi fácil. Entre parar a linha de montagem ou manter caças novos estocados, a decisão foi acreditar que a demora do novo radar será pequena e programar a instalação posterior. No fim de fevereiro, foi realizado o primeiro voo de aceitação de um F-35 sem radar. É possível que a situação se prorrogue por alguns meses, eventualmente chegando ao próximo ano.
O planejamento é manter esses caças em missões de formação operacional de futuros pilotos de F-35, sem envolvimento em comabate real nem em treinaments de alta complexidade. Posteriormente, todos receberão o equipamento faltante.
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