Canais de informação no Telegram vinculados a contas russas têm divulgado repetidamente a informação de que um caça F-16AM Fighting Falcon da Ucrânia teria sido abatido em 15 de maio na região de Sumy, na região atualmente sob disputa entre os dois países. Os relatos já começam a ser divulgados também por canais de informação do Ocidente.
A alegada vitória ar-ar representa mais do que a destruição de um F-16 em combate aéreo: a Rússia teria conseguido superar a tática inimiga de ataques a baixíssima altura com armamentos guiados de longo alcance, lançados fora do alcance de defesas antiaéreas. O míssil lançado pelo Su-35 teria representado uma surpresa frente ao cenário em curso e coloca em cheque a operação não só dos F-16, mas também dos Mirage 2000 e de outras aeronaves a serviço da Ucrânia.

Há dúvidas sobre qual arma teria sido utilizada. É possível que tenha sido o R-37M (AA-13 Axehead), míssil de mais de 500 kg, capaz de voar a Mach 6 e superar distâncias de até 400 km. Porém, criado para abater alvos como aviões-radar ou reabastecedores, o R-37M não tem a manobrabilidade esperada para destruir um caça.
Outra opção é que tenha sido utilizado o R-77M (AA-12 Adder), versão mais atualizada do míssil, com radar do tipo AESA, motor aprimorado e alcance de até 190 km. Em ambos os casos, são armas com menos de dez anos em serviço na Rússia e, em algumas situações, com desempenho superior ao atualmente oferecido por plataformas do Ocidente.











