A United States Air Force (USAF) tem sofrido as consequências da falta de apoio internacional aos ataques realizados pelos Estados Unidos ao Irã. Na prática, voos têm sido planejados sem sobrevoar uma série de nações que preferiram não se envolver diretamente no conflito, apesar do esforço diplomático do governo de Donald Trump.
De acordo com o UK Defence Journal, bombardeiros B-1B Lancer que foram levados para o Reino Unido realizaram missões no Oriente Médio após longos voos que contornam a península Ibérica e sobrevoam todo o Mediterrâneo, na ida e na volta. Horas de deslocamento poderiam ser evitados caso houvesse apoio de países como França e Itália. O site publicou a imagem de um voo que teve parte da sua rota registrada no aplicativo Flight Radar.

Mesmo o apoio do Reino Unido é limitado. De acordo com informações oficiais, as missões de aeronaves que partem de bases localizadas no país só podem ser utilizadas para tarefas defensivas, como a destruição de instalações diretamente relacionadas a ataques com mísseis balísticos, por exemplo. É a mesma regra de engajamento para os caças britânicos deslocados em bases no Chipre e no Catar.
Vale ressaltar que, com centenas de aeronaves de reabastecimento em voo disponíveis, os Estados Unidos têm a capacidade de realizar ataques provenientes de suas próprias bases. Porém, dado o esforço aéreo para um cenário como o atualmente enfrentado no Irã, esse tipo de falta de apoio dos aliados amplia a complexidade de planejamento e o desgaste tanto de aeronaves quanto de tripulações.

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