AVIAÇÃO MILITAR & DEFESA

Sem caças novos, Canadá moderniza seus F-18 com mais de 30 anos

Foto: Perry Aston / RCAF

O Canadá pretende anunciar no próximo ano a proposta vencedora para o novo caça do país, uma concorrência disputada entre o Lockheed F-35A, o Boeing F-18E/F Super Hornet e o Gripen E. Porém, até que um jato mais moderno esteja disponível para a Royal Canadian Air Force, a solução do país é modernizar sua frota de F-18A/B, que já passa dos 35 anos de uso.

Serão gastos 140,3 milhões de dólares para a empresa Raytheon fornecer radares AP-79(V)4, do tipo AESA (active electronically scanned array). As 38 unidades não serão suficientes para as 75 aeronaves já em uso, além dos 18 usados adquiridos da Força Aérea da Austrália, porém vão garantir uma atualização na capacidade de combate aéreo, inclusive com o uso de novas versões do míssil AIM-120 AMRAAM.

Foto: Perry Aston / RCAF

O contrato, anunciado em 23 de setembro, envolve uma versão do radar semelhante a utilizada nos F-18D Hornet do USMC, também em modernização, e com desempenho um pouco aquém dos radares disponíveis nos novos F-18E/F Super Hornet e nos EA-18G Growler. A frota canadense já havia substituído os antifos APG-65 por novos APG-73 durante uma modernização realizada há 20 anos e que deveria prorrogar a vida útil dos F-18A/B até 2020.

Agora, os canadenses precisam manter seus F-18 antigos atualizados até terem novos caças. Isso porque, além de cumprirem a defesa aérea do próprio país, os jatos da Royal Canadian Air Force têm uma agitada vida operacional, com deslocamentos para a Europa e outras partes do mundo no âmbito de missões da OTAN. Em termos de ações reais, os CF-18 (como são designados) participaram da Guerra do Golfo (1991), Balcãs (1997 até o ano 2000), Líbia (2011) e Iraque (2014 e 2016).