Não dá para dizer que a Sérvia é um país onde se admira a OTAN. Em 1999, aeronaves da aliança militar realizaram bombardeiros na ex-república iugoslava durante 78 dias, enquanto a força aérea sérvia foi praticamente exterminada, com a perda de seis MiG-29, cujos pilotos são hoje considerados heróis nacionais. Já o abate de um F-16C e, principalmente, de um F-117 Nighthawk da US Air Force são feitos celebrado. Para completar, a Sérvia é rival regional da Croácia, membro da OTAN desde 2009.
Apesar das discordâncias históricas, o governo em Belgrado tem se aproximado cada vez mais da aliança militar ocidental. Em maio, foi concluído o primeiro exercício militar conjunto, envolvendo tropas de Estados Unidos, Itália, Alemanha, França, Reino Unido, Romênia, Turquia e Montenegro. As forças participantes realizaram planejamento conjunto, atividades de treinamento em campo e simulações dinâmicas com o objetivo de aprimorar a coordenação e fortalecer o intercâmbio militar profissional.

Houve maciça presença de autoridades. O Ministro da Defesa da Sérvia, Bratislav Gasic, cumprimentou pessoalmente o Comandante do Comando Conjunto Aliado, Almirante George Wikoff, e o Subsecretário-Geral Adjunto da OTAN para Assuntos Políticos e Política de Segurança, Embaixador Kevin Hamilton. Os VIP assistiram a atividades conjuntas realizadas por tropas multinacionais.
Quatro países da antiga Iugoslávia já fazem parte da OTAN: Eslovênia, Croácia, Montenegro e Macedônia do Norte. Dois ainda não fazem parte da OTAN: Sérvia e Bósnia e Herzegovina. Kosovo também não é membro, mas sua condição depende do reconhecimento internacional. A Sérvia não o reconhece como Estado independente.










