AVIAÇÃO MILITAR & DEFESA

Seul aciona caças em resposta à bombardeiros chineses invadindo seu espaço aéreo

Bombardeiro estratégico de capacidade nuclear H-6 Chinês
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A Força Aérea Sul Coreana acionou jatos de combate nessa segunda (18/12) em resposta a uma invasão da Zona de Identificação da Defesa Aérea Coreana (KADIZ, em sua sigla em inglês) por cinco aeronaves da força aérea chinesa, a Força Aérea do Exército Popular de Libertação (FAEPL).

O grupo de aeronaves da FAEPL, composto por dois bombardeiros estratégicos de capacidade nuclear H-6, dois caças J-11 e um avião espião Tu-154, de acordo com o Comando de Estado Maior Sul Coreano.

Um grupo de caças F-15K, variação do F-15E Strike Eagle fabricado pela Boeing especialmente para a Força Aérea da República Coreana (ROKAF), recebeu a ordem de “scramble” que é um alarme, normalmente associado à uma palavra código, para que os pilotos de caça que estão em prontidão para a defesa aérea do país decolem imediatamente pois alguma aeronave – ou um grupo de aeronaves, nesse caso –  violou o espaço aéreo do país sem prévia autorização.

Os F-15K foram acionados assim que foi detectada a invasão da KADIZ, nessa segunda pela manhã, identificando as aeronaves militares chinesas, e tomaram as medidas táticas normais enquanto as aeronaves chinesas saíam.

Segundo um oficial do Estado Maior Sul Coreano, Beijing teria se comunicado com os militares da Coréia do Sul, via linha direta, para informar que as aeronaves da FAEPL estariam conduzindo treinamentos de rotina e não teriam intenção de entrar no espaço aéreo sul coreano.

“Contatamos os chineses pela nossa linha direta e eles disseram estar conduzindo exercícios regulares”, disse a fonte da defesa coreana, “ainda estamos em processo de análise das exatas intenções militares chinesas”, completou.

A localização de onde os aviões chineses acionaram os alarmes sul-coreanos, de acordo com fontes locais, é onde as áreas de defesa aérea (ADIZ) japonesas, sul-coreanas e chinesas se sobrepõe.

“Parece que a intenção da China era reconfirmar a ADIZ e conduzir um reconhecimento do Japão” disse o pesquisador Park Byung-kwang do Instituto de Estratégia de Segurança Nacional em Seul.

Tendo em vista que o presidente da Coréia do Sul, Moon Jae-in e o presidente chinês Xi Jinping tiveram um encontro de cúpula de cinco horas na semana passada, “não parece que a China tenha realizado os exercícios visando a Coréia do Sul”, afirmou o pesquisador.

Moon e Xi “aparentemente  superaram o impasse” em relação às baterias de mísseis da Terminal High Altitude Area Defense (THAAD –  sistema projetado para abater mísseis balísticos de curto e médio alcance) que foram instaladas pelos EUA na Coréia do Sul, disse uma fonte próxima à Moon para a agência de notícias Yonhap. Mesmo que a questão da THAAD não tenha sido resolvida completamente, a frequência e intensidade com que a China levantou a questão foi marcadamente baixa”, disse o assessor.

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Rafael Rinaldi

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