AVIAÇÃO MILITAR & DEFESA

Su-57 na África deve desequilibrar forças no Mediterrâneo

Exibição do Su-57 no MAKS2017
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A superioridade aérea dos países da OTAN na região do Mediterrâneo deverá ser questionada nos próximos anos. A Argélia assinou o contrato para a aquisição de 14 caças Sukhoi Su-57 Felon. Os US$ 2 bilhões gastos devem desequilibrar o balanço de forças na região.

Ex-colônia da França até 1962, tendo conseguido a independência após quase 18 anos de conflitos, a Argélia também se opõe ao Marrocos, que recebe apoio das potências ocidentais. A partir de 2011 o Marrocos começou a receber 24 caças F-16C/D dos EUA. No ano passado, foi dada a luz verde para a venda de 25 F-16V, versão mais atualizada, e a modernização dos demais.

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A resposta argelina veio um tom acima. O país se tornará o terceiro operador de caças stealth na região do Mediterrâneo: Israel e Itália são operadores do norte-americano F-35 Lightning II. França e Espanha têm como principais vetores de defesa aérea seus caças Rafale e Eurofighter, considerados uma geração anterior aos novos caças argelinos.

Em entrevista à Sputnik França, Akram Kharief, especialista em questões de defesa e redator do portal Menadefense, afirmou que a aquisição dos Su-57 pela Argélia “é uma revolução no flanco oeste do Mediterrâneo”.

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A compra assinada hoje também envolveria 14 caças Sukhoi Su-35, a versão mais moderna do Flanker, e 14 jatos de ataque Sukhoi Su-34. As entregas acontecerão ao longo dos próximos quatro anos. Atualmente, o país já conta com aeronaves Sukhoi Su-30, Sukhoi Su-24 e MiG-29.

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