AVIAÇÃO MILITAR & DEFESA

Venezuela pinta caça Su-30 com mapa ressaltando pretensão expansionista

O discurso expansionista do atual governo da Venezuela chegou às forças armadas. Já circula na internet uma foto de um caça Su-30 Flanker da força aérea do país com uma pintura comemorativa que mostra um mapa da Venezuela e os dizeres “Venezuela Toda”. O mapa inclui o território do Essequibo, área da Guiana agora sob discurso de anexação do governo de Nicolás Maduro.

Pelo menos um avião de transporte tático C-130 Hércules e um jato de treinamento avançado e ataque Hongdu JL-8 Karakorum também receberam a pintura, que ressalta as cores do país. No caso do cargueiro, está escrito “O Essequibo é nosso”. Já um navio militar recebeu a mesma marcação visual e os dizeres “Essequibo é nosso. Avançar e vencer”.

Os venezuelanos vão às urnas neste domingo, 3 de dezembro, para votar em um referendo sobre os direitos da Venezuela sobre a região de Essequibo, que representa cerca de dois terços do atual território da antiga colônia inglesa.  Hoje, 1º de dezembro, a Corte Internacional de Justiça recomendou que a Venezuela não realize qualquer ação sobre a região do Essequibo, apenas de não pedir a suspensão da consulta popular, um pedido feito pela Guiana.

De todo modo, a Venezuela não reconhece a jurisdição da Corte Internacional nesse caso. Em 1966, as Nações Unidas intermediaram o Acordo de Genebra – logo após a independência da Guiana –, segundo o qual a região do Essequibo ainda está “por negociar”. O governo venezuelano considera somente esta questão.

O território de 160 mil km² com uma população de 120 mil pessoas é alvo de disputa pelo menos desde 1899, quando esse espaço foi entregue à Grã-Bretanha, que controlava a Guiana na época. Existem estimativas que a região dispõe de bilhões de barris de petróleo.

Em setembro deste ano, segundo a Reuters, a Venezuela protestou contra uma rodada de licitações de petróleo realizada pela Guiana, dizendo que as áreas marítimas que devem ser exploradas por multinacionais como Exxon Mobil (Estados Unidos) e TotalEnergies (França) são objeto da disputa entre os países.

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