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20 anos da “Área 51” brasileira

Acesso restrito, alta tecnologia, testes secretos e projetos aeronáuticos inovadores em uma área de 18 milhões de metros quadrados – equivalente a 2.500 campos de futebol . No Brasil, tudo isso pode ser encontrado na remota cidade de Gavião Peixoto (SP), onde há 20 anos a Embraer opera um dos principais complexos industriais do país, que tem como destaque uma pista de pouso com cinco mil metros de extensão – em alguns pontos, a largura vai a até 95 metros.

Não é por acaso. Ali estão atualmente em testes o F-39 Gripen e são produzidos aeronaves como o KC-390 Millenium e o A-29 Super Tucano. Gavião Peixoto recebe também aeronaves como os A-1 AMX da Força Aérea Brasileira e os A-4 Skyhawk da Marinha do Brasil para processos de modernização. Não é incomum encontrar comitivas estrangeiras, a maioria delas com restrições para fotos. O local recebe ainda a linha de produção dos jatos executivos Praetor e a fábrica de móveis para aviação executiva.

A história começou em 22 de outubro de 2001, quando ocorreram as primeiras atividades de ensaio em voo em Gavião Peixoto, conhecido pelos aviadores pela sigla GPX. Com características como baixo relevo, meteorologia favorável na maior parte do ano e próxima de centros educacionais de excelência para formação de mão-de-obra qualificada, a “Cidade de Asas” reuniu as melhores condições entre as mais de 300 localidades analisadas para receber o investimento.

“A presença da Embraer em Gavião Peixoto coincide com as importantes transformações sociais que a região passou nas últimas duas décadas, em uma geração contínua de conhecimento que contribui com a formação de qualidade de nossos colaboradores, fortalece parcerias perenes e impacta positivamente a comunidade”, disse Andreza de Souza Alberto, Diretora da Unidade Gavião Peixoto, da Embraer. “É uma satisfação poder liderar o complexo industrial nessa data histórica, que é fruto dos esforços diário de milhares de pessoas que nos ajuda a levar adiante o propósito de contribuir para uma sociedade mais inclusiva, e nos faz crescer de forma mais sustentável, promovendo a diversidade.”

Desde sua chegada no local, a Embraer tem investido em parcerias com entidades de ensino para promover qualificação profissional, com a participação dos colaboradores que também contribuem diretamente compartilhando seus conhecimentos, com base nas características da indústria aeronáutica e a realidade do mercado local. Um dos destaques é o Programa Formare, dedicado para jovens em situação de vulnerabilidade, e que transforma a empresa em um ambiente privilegiado de aprendizagem e desenvolvimento de competências para o trabalho e para a cidadania.

Na Embraer de Gavião Peixoto desenvolve-se também um dos maiores projetos privados de reflorestamento do Estado de São Paulo, que cobre 20% da área da empresa com mata nativa. Para o processo de revitalização foram utilizadas 135 espécies remanescentes da Mata Atlântica.