Em janeiro, a aviação de combate da Rússia lançou 5.717 bombas contra alvos ucranianos, um recorde desde o início da nova fase do conflito, em fevereiro de 2022. O levantamento circula em canais de Telegram com o que se supõe serem fontes de inteligência aberta (OSINT).
De acordo com essas fontes, houve um crescimento do uso de bombas de 26% frente a dezembro de 2025. Em janeiro, foram cerca de 184 bombas lançadas diariamente, em média, apesar dos desafios operacionais do inverno europeu. O próprio presidente da Ucrânia, Volodymyr Zelensky, falou publicamente que em janeiro houve mais de seis mil ataques com drones, cerca 5.500 bombas e 158 mísseis.

A atual escalada de ataques supera outros momentos de pressão russa, como em outubro de 2025, no início do outono, quando foram lançadas 5.428 bombas em um mês. Já em abril de 2025, início da primavera, foram 5.272 ataques com bombas. A possibilidade de a aviação russa elevar seus números coloca em dúvidas a eficácia dos sistemas de defesa aérea e os caças interceptadores fornecidos por países ocidentais à Ucrânia.
Os principais alvos da Rússia nesta fase da guerra têm sido a infraestrutura logística. Ferrovias, pontes, rodovias e instalações elétricas estão entre os alvos prioritários. Chama a atenção os recorrentes apagões em cidades ucranianas, especialmente nesta fase do inverno, quando há a necessidade de aquecimento.
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