AVIAÇÃO MILITAR & DEFESA

A-10 ganha protagonismo no reforço norte-americano no Oriente Médio

A-10 no Oriente Médio. Foto: Sabatino Dimassio

O envio do porta-aviões USS Gerald R. Ford (CVN-78) e a promessa de reforço da presença de caças F-35, F-15, F-16 e F-18 Super Hornet no Oriente Médio não escondem outra aeronave protagonista neste movimento estratégico tomado após o início de um novo conflito entre Israel e o grupo islâmico Hamas: o A-10 Thunderbolt II. A aeronave, que já tem a sua aposentadoria planejada, tem protagonismo na atual estratégia norte-americana para ampliar a dissuasão naquela área e desencorajar outros países a intervirem.

A-10 no Oriente Médio. Foto: Sabatino Dimassio

De acordo com reportagem do The Wall Street Journal, o Pentágono pretende manter por lá jatos de ataque A-10 capazes de lançar bombas guiadas GBU-39/B. Esse armamento é indicado para a destruição de alvos como depósitos de armamentos e outros alvos de difícil acesso. Segundo as fontes ouvidas pelo jornal, o principal objetivo é fazer frente às ameaças provenientes do Irã.

Uma unidade de jatos A-10 está na base aérea de Al Dhafra Air Base, nos Emirados Árabes Unidos desde março, em resposta a uma escalada de tensões envolvendo forças do Irã na Síria. As aeronaves cumprem missões tanto no continente quanto sobre o estreito de Ormuz, onde operam lanchas de pequeno porte iranianas. Doze aeronaves do tipo estariam envolvidas na missão.

A-10 em treinamento com o USS Stethem. Foto: Ruskin Naval

Ataque naval

O uso dos A-10 para missões em ambiente marítimo foram evidenciados em setembro, quando a US Navy divulgou a realização de um treinamento entre um par de A-10 e o destróier USS Stethem. O canhão GAU-8 Avenger, de 30 mm, desenvolvido para destruir blindados é capaz de afundar pequenas embarcações. A aeronave também dispõe de armamentos guiados e blindagem, algo também relevante para enfrentar lanchas armadas com metralhadoras.

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