A US Navy anunciou que a Boeing é a vencedora da concorrência F/A-XX, que visa ao desenvolvimento de um caça de sexta geração a ser futuramente embarcado nos porta-aviões da US Navy. A fabricante venceu, dessa forma, a Lockheed Martin, desenvolvedora dos F-35 Lightning II e F-22 Raptor, e a Northrop Grumman, nome por trás de projetos como o F-14 Tomcat, F-5 Tiger II e B-2 Spirit.
A expectativa é que a entrada em serviço ocorra ainda na próxima década. Nem a Boeing nem o Pentágono dão detalhes do que se espera da nova aeronave, mas a expectativa é de ser um caça da atualmente chamada sexta geração. Isso significa capacidades como furtividade avançada, integração com drones de combate, propulsão adaptativa, armas de energia dirigida e uso intensivo de inteligência artificial.
Em março de 2025, a Boeing já havia surpreendido ao vencer a concorrência para o desenvolvimento do F-47, futuro caça da US Air Force. Dessa forma, a fabricante terá os dois principais contratos de desenvolvimento e de produção de aeronaves de combate dos Estados Unidos. Cada um é avaliado, no momento, em cerca de US$ 20 bilhões.
Atualmente, este mercado é dividido. Enquanto a Lockheed Martin produz os F-35 Lightning II e mantêm as frotas de F-22 e F-16, a Boeing conta com contrato de produção ou de apoio à frota dos F-15 Eagle, F-15EX Eagle II e F-18 Super Hornet.
Este cenário pode favorecer as linhas de pressão política para unificação dos projetos F-47 e F/A-XX, algo que chegou a ser tentado na época de outros desenvolvimentos, como do F-16 e do F-111. Porém, as diferenças de requisitos acabam se tornando fator limitante, ainda que tenha havido sucesso com o F-35, da Lockheed Martin, que tem versões tanto para operação terrestre (F-35A) quanto embarcadas (F-35B e F-35C).
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