AVIAÇÃO MILITAR & DEFESA

China terá oportunidade de treinar contra F-16 e Mirage 2000

F-16 dos Emirados Árabes Unidos. Foto: David Raykovitz

As forças aéreas da China e dos Emirados Árabes Unidos anunciaram que vão realizar, ainda este mês, um treinamento conjunto batizado de Falcon Shield 2023. Os voos devem ocorrer na região de Xinjiang, no noroeste chinês.

Apesar das poucas informações oficialmente divulgadas, como quais aeronaves vão participar, o exercício gera preocupações sobre a transferência de conhecimentos a respeito de caças de origem ocidental. O fato é que os Emirados Árabes Unidos operam cerca de 60 Mirage 2000-9 e 60 F-16 Block 60, versões que trazem sistemas de última geração da França e dos Estados Unidos.

Um dos principais cenários de hostilidades que podem envolver a China inclui Taiwan, país considerado como uma província rebelde pelo governo em Pequim. A força aérea da nação insular conta com caças F-16 e Mirage 2000-5, e seus principais planos atuais de reequipamento envolvem a aquisição dos F-16 de uma variante semelhante à disponível nos Emirados Árabes Unidos e a modernização dos Mirage 2000.

O exercício Falcon Shield 2023 significa, ainda, um claro realinhamento estratégico dos Emirados, que chegaram até a avaliar a aquisição de caças norte-americanos F-35, porém decidiu não se desfazer dos negócios com a China para serviços de internet 5G, uma das exigências de Washington. Ainda assim, o principal anúncio de reequipamento da força aérea do país foi a compra de 80 caças Rafale F4, da França.

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