AVIAÇÃO MILITAR & DEFESA

Cruzex 2018 terá aeronaves de 8 países

Natal receberá aeronaves de 8 países para a Cruzex 2018
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Natal (RN) receberá entre os dias 18 e 30 novembro aeronaves do Brasil, Canadá, Chile, Colômbia, França, Peru, Uruguai e Estados Unidos. Será a oitava edição do exercício multinacional Cruzex, que desta vez será realizada no formato “flight”, envolvendo treinamento com aeronaves.

Ainda não foram confirmados os tipos de aeronaves que devem participar, mas podem ser esperados os Rafale da França e F-16 dos Estados Unidos e Chile.

A-37 do Uruguai. Peru e Colômbia também podem trazer aeronaves desse tipo

O Peru será o estreante com aeronaves. Na edição de 2006, o país enviou três A-37 Dragonfly, mas um deles acabou se acidentando durante o voo de traslado. A tragédia matou os dois tripulantes do avião de ataque e determinou o cancelamento da participação peruana no exercício.

Além de caças, assim como em 2013 a Cruzex Flight também terá missões de treinamento com aeronaves de transporte. O Canadá deve repetir a participação com seus C-130J, a versão mais moderna do Hércules, e a França já confirmou a vinda de um CASA CN 235, versão encurtada do nosso C-105 Amazonas.

A França participa da CRUZEX desde a primeira edição, em 2002, quando também houve a presença da Argentina. O país vizinho, aliás, pela primeira vez está fora da lista de participantes. Em 2010 e 2013, a Força Aérea Argentina confirmou a presença dos seus jatos A-4AR, mas em ambas as edições cancelou a presença a poucos dias do início dos treinamentos. A Venezuela, pela primeira vez, também não virá com aeronaves, mas terá representantes em solo. Alemanha, Índia, Portugal, Suécia e Reino Unido também enviarão militares a Natal.

De acordo com o Diretor da Cruzex, Brigadeiro do Ar Luiz Guilherme Silveira de Medeiros, o principal diferencial do exercício deste ano é o cenário de guerra não convencional ou irregular que será treinado, exigindo outras capacidades dos militares – diferentes daquelas envolvidas em um treinamento de guerra convencional. “Precisamos incorporar novos procedimentos, técnicas e táticas para nos inserirmos em um cenário como esse, que está cada vez mais próximo, pois a ideia do nosso Comandante é que passemos a integrar tropas de paz”, explica.

A França deve trazer aeronaves de transporte e forças especiais

Neste contexto, a França já confirmou a presença de militares das forças especiais para atuar em ações de Guiamento Aéreo Avançado (GAA) – em inglês, conhecidas como Joint Terminal Attack Controller (JTAC) – e para participar como Isolated Person (IP), ou seja, o piloto que, na simulação, foi ejetado e espera ser resgatado por uma missão CSAR – Busca e Salvamento em Combate.

“É importante aprimorar a interoperabilidade entre os países, para que o nível de profissionalismo seja nivelado, pensando, especialmente, na possibilidade de algum futuro engajamento conjunto em missões de paz, como existe o debate em torno da participação do Brasil na República Centro-Africana”, afirma o Adido de Defesa Francês, Coronel Charles Orlianges.

O Coronel explica que os militares franceses com experiência em JTAC podem trazer importantes contribuições, por terem participado de operações reais recentemente.

Fotos: Força Aérea Brasileira e Armée de l’air

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