Disparam as exportações do Su-35 Flanker

Versão mais avançada da família Flanker, o Su-35 tem registrado um aumento exponencial nas exportações. Em serviço na Rússia desde 2014, o modelo havia alcançado apenas 24 exportações, para a China. Porém, só em 2025, foram encomendadas 48 unidades para o Irã e seis para a Etiópia, além de ter sido realizada a entrega de 18 para a Argélia.

Essa multiplicação de operadores ocorre no contexto do sucesso do Su-35 nas operações aéreas sobre a Ucrânia e a busca da Rússia por fazer negócios para superar as sanções internacionais impostas. Ao mesmo tempo, também foram ampliadas as entregas para a própria Rússia, com novos contratos assinados. Estima-se que a frota total russa já passe de 120 unidades.

O Su-35 é a mais avançada versão já comercializada do Flanker. Capaz de atingir Mach 2,25, tem uma carga bélica de 8 toneladas. Com empuxo vetorado e supercruzeiro, isto é, possibilidade de voar supersônico sem uso de afterburner, o novo Flanker teve sua estrutura reforçada para garantir mais manobrabilidade que seus precursores. A nova versão voou pela primeira vez em fevereiro de 2008. A versão Su-35S foi entregue à Rússia pela primeira vez em dezembro de 2012.

O radar primário é o N035 Irbis-E (“Snow Leopard”), modelo do tipo passive electronically scanned array (PESA). Por outro lado, apesar de não ser uma aeronave stealth, o Su-35 teve sua assinatura reduzida com o uso de materiais que absorvem as ondas de radar, além de modificações no compressor dos motores AL-41F1S Saturn com a mesma finalidade. A suíte eletrônica também conta com o sistema eletro-ótico OLS-35 e o sistema de guerra eletrônica L175M Khibiny-M.

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Humberto Leite

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