AVIAÇÃO MILITAR & DEFESA

FAB recebe aeronave com capacidade de combate a incêndios florestais

KC-390 durante testes com sistema MAFFS. Foto: Embraer

A chegada do inverno e do tempo seco no Brasil coincidiu com o recebimento do primeiro KC-390 da Força Aérea Brasileira capaz de realizar missões de combate a incêndios florestais. Com matrícula FAB 2858, a aeronave foi recebida na em 16 de junho pelo Esquadrão Zeus, baseado em Anápolis, cidade goiana localizada no Cerrado, um dos biomas brasileiros mais atingido por incêndios florestais, juntamente com a Amazônia.

Este KC-390 poderá voar com o Sistema Modular Aerotransportável de Combate a Incêndios (MAFFS II, na sigla em inglês). Esta capacidade foi planejada desde o início do projeto da aeronave e recebeu certificação em 2021, após uma aeronave da Embraer passar por testes avaliados pelo Instituto de Fomento e Coordenação Industrial (IFI), do Comando da Aeronáutica.

KC-390, ainda com matrícula civil da Embraer, em testes de certificação. Foto: Embraer

O MAFFS II é um sistema de combate a incêndio capaz de descarregar até 3.000 galões de água (aproximadamente 11.300 litros), com ou sem retardante de fogo, de acordo com o critério de nível de cobertura padrão do solo e em diversos tipos de terrenos. O MAFFS II pode ser rapidamente instalado ou removido do compartimento de carga da aeronave a partir de seu próprio trailer. O sistema de combate a incêndio requer apenas energia elétrica da aeronave para seu funcionamento.

A FAB já contava com um sistema MAFFS I para uso em aviões C-130 Hercules, em fase de desativação. O equipamento foi utilizado, por exemplo, em 2019 e 2020 para combate a incêndios na Amazônia, em 2015 na Chapada da Diamantina, em 2011 no Distrito Federal e no início de 2023, em ajuda ao Chile.

Capacidade plena

Além da capacidade de combater incêndios, o KC-390 FAB 2858 incorpora novas possibilidades operacionais, como realizar o reabastecimento em voo noturno, empregar novos sistemas de comunicação e utilizar plenamente suas capacidades de autodefesa. Isso porque é a primeira das seis aeronaves já recebidas na configuração completa, chamada pela sigla inglesa FOC, de Full Operational Capability.

As outras cinco aeronaves já em uso devem ser atualizadas para o novo padrão e todas a serem entregues pela Embraer virão na configuração FOC. Isso também amplia as possibilidades de exportação, pois a empresa brasileira pode agora atestar a capacidade de realizar todas as possibilidades operacionais do modelo.

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