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Fórmula 1 e jatos militares: meio ambiente ou política?!

Não vai dar mais para conferir shows aéreos e sobrevoos comemorativos de aeronaves de combate antes das corridas de Fórmula 1. Isso porque os organizadores da tradicional prova de automobilismo barraram a prática para a temporada de 2022. O objetivo seria assegurar a meta de reduzir as emissões de CO2 na atmosfera. De acordo com o jornal italiano Corriere della Sera, a proibição vai valer para todas as etapas do calendário da Fórmula 1.

No entanto, há uma exceção curiosa. Serão banidas as aeronaves militares “puras”, porém modelos civis, esquadrões de demonstração e aviões históricos ainda poderão ser convidados. Os Thunderbids da USAF podem se apresentar com os seus F-16, mas nada de um F-16 de um esquadrão operacional. Aviões como os B-2 e F-22 estão banidos. Por aqui, os A-29 da Esquadrilha da Fumaça estão liberados, já os F-5 serão barrados.

Apesar de a explicação ser ambiental, isso significa que modelos semelhantes podem ou não ser autorizados, dependo só da unidade de origem. Aeronaves comerciais grandes, como os 747 ou A380, estão liberadas, sem preocupações com a emissão de gases. Já turboélices militares, menos poluentes, estão bandidos.

Apesar de o automobilismo ter adotado soluções reais para reduzir o impacto ambiental, como combustíveis melhorados e redução do lixo, a nova decisão traz a possível intenção oculta de impedir o que pode ser considerado uma demonstração pública de força. Tem sido comum países utilizarem aeronaves que sequer são adequadas para shows aéreos, mas cuja aparição em televisões de todo o mundo pode ir bem além de uma simples admiração pela velocidade.

Isso acontece em um cenário de inclusão de novos países no calendário da Fórmula 1. Arábia Saudita, Azerbaijão, Catar, Cingapura, Emirados Árabes Unidos e Rússia estão na lista de países que passaram a ser destino das equipes da categoria nos últimos anos.

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