AVIAÇÃO MILITAR & DEFESA

França, Venezuela e Bolívia: as possíveis guerras do Brasil até 2040

O Dassault Rafale é atualmente o principal vetor de combate aéreo da França

França, Venezuela e Bolívia, além de grupos terroristas, podem figurar como eventuais rivais brasileiros em conflitos armados até 2040. A informação foi publicada hoje pelo jornal Folha de São Paulo, que teve acesso a um documento sigiloso do Ministério da Defesa.

Segundo a reportagem de Igor Gielow, o estudo aponta possíveis cenários para guerras. O principal seria uma intervenção na Amazônia liderada pela França, que faz fronteira com o Brasil por meio da Guiana Francesa, território administrado por Paris.

Também há cenários para conflitos com a Venezuela, que poderia atacar Roraima no contexto de um conflito com a Guiana. A pricipal ameaça venezuelana seriam mísseis balísticos recebidos da Rússia e da China.
Um último cenário de conflito entre estados envolveria uma guerra na Bolívia, após o governo daquele país expulsar fazendeiros brasileiros.

O documento sigiloso cita ainda possibilidades de guerras entre Bolívia e Chile e entre Colômbia e Venezuela. Preocupação especial é dada aos crimes em regiões de fronteira e ao terrorismo, inclusive com ameaças biológicas.

Clique aqui para ler a reportagem da Folha.

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Redação

Comentário

  • Nem sempre as guerras acontecem contra os esperados inimigos… A Inglaterra thatcherista certamente não esperava enfrentar a ditadura militar argentina nas Falklands/Malvinas. O mesmo caso do presidente panamenho Noriega com os EUA ou do Afeganistão dos anos 80 com os soviéticos. O texto na FSP mostra que as elites militares parecem claramente orientadas pelo “pensamento” olavista. Se esquecem por exemplo que os próprios EUA podem mudar de orientação conforme as alternâncias entre democratas e republicanos, quando aliados antes considerados confiáveis passam a serem vistos como alvos de mudanças de regime e até guerras. O Brasil mesmo, no passado, enfrentou várias dessas mudanças de humor com serias consequências para a sua política de defesa.

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