Inflação, problemas e modernizações fazem custo do F-35 saltar 10,51%

Ficou mais caro para os Estados Unidos comprarem caças F-35. Em 2023, o Pentágono informou em documentos públicos que o custo total de aquisição das aeronaves ficaria em US$ 485,2 bilhões. Agora, a estimativa já subiu para US$ 536,2 bilhões, um aumento de aproximadamente 10,51%.

Estes valores envolvem a aquisição de 1.763 F-35A para a US Air Force, com as últimas 21 unidades sendo encomendadas em 2050. Já a US Navy e o US Marine Corps terão 280 F-35B e 413 F-35C, com as últimas nove aeronaves previstas para compra em 2034. É possível que parte dos F-35B sejam substituídos por mais F-35C.

Operação de jato F-35C em porta-aviões da US Navy. Foto: Dane Wiedmann – Lockheed Martin

Parte do aumento é atribuído à inflação, mas o Pentágono  sustenta que somente nos custos de pesquisas e desenvolvimento para o Block 4 custaram US$ 900 milhões, valor que é distribuído ao longo dos contratos assinados com a Lockheed Martin e outros fornecedores. Outros R$ 32 bilhões envolvem o futuro radar APG-85.

Foi informado que, no momento, a prioridade é aprimorar as capacidades do F-35 para obter superioridade aérea e suprimir defesas antiaéreas inimigas. Isto tudo deverá estar presente nos caças do Block 4, que ainda não é o padrão na linha de montagem.

Os custos para cada um dos países clientes do programa F-35 depende de cada contrato, incluindo aspectos como a forma de pagamento, adaptações para uso local e o número total de células contratadas. O modelo já foi adquirido, até o momento, por Estados Unidos, Reino Unido, Itália, Japão, Austrália, Bélgica, Dinamarca, Países Baixos, Noruega, Polônia, Coreia do Sul, Israel, Canadá, República Tcheca, Finlândia, Alemanha, Grécia, Romênia, Suíça e Singapura.

Navio de desembarque anfíbio USS Tripoli demonstra capacidade de operar com 20 caças F-35B Lightning II do US Marine Corps, sendo alternativa aos porta-aviões. Foto: Samuel Ruiz

Redação

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