AVIAÇÃO MILITAR & DEFESA

JF-17 Thunder conquista mais um cliente

JF-17 Thunder. Foto: Clemens Vasters

Apontado pelo Paquistão como uma alternativa mais barata e tão eficiente quanto o F-16, o caça JF-17 Thunder conquistou mais um cliente. Trata-se do Azerbaijão, que firmou um contrato de cerca de 1,6 bilhão de dólares por um número não revelado de aeronaves, além de treinamento, apoio logístico e armamento ar-ar e ar-superfície. A venda chama a atenção pelo fato de o comprador ser um dos países atualmente sob maior tensão militar do mundo.

Desde 1988, ainda sob domínio soviético, forças do Azerbaijão passaram a enfrentar separatistas armênios na região de Nagorno-Karabakh, culminando com um conflito, em 2020, com seis semanas de intensos combates. À época, o Azerbaijão se tornou foco de analistas militares internacionais por conta do bem-sucedido uso de drones Bayraktar, fabricados na Turquia, país aliado.

O Azerbaijão já conta com 14 caças MiG-29 e dez jatos de ataque Su-25, além de uma dúzia de treinadores avançados L-39. A aquisição do JF-17 Thunder, desenvolvido pelo Paquistão em parceria com a China, significa uma mudança na linha de fornecedores militares, até o momento centrada na Rússia e Turquia.

JF-17 do Paquistão

Apesar de o anúncio do contrato não ter incluído qualquer informação sobre os números de aeronaves, a proposta do JF-17, até o momento recusada pela Argentina, apresentava um custo de R$ 50 milhões de dólares por cada aeronave. Seria possível, portanto, pelo menos substituir a frota já envelhecida de jatos MiG-29 Fulcrum.

Com a venda do JF-17 Thunder para o Azerbaijão, agora são três clientes de exportação com a aeronave, juntando-se à Mianmar e Nigéria.

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