AVIAÇÃO MILITAR & DEFESA

Mulheres brasileiras estreiam nos drones militares

Foto: Força Aérea Brasileira
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Elas já estavam presentes em todas as aviações da Força Aérea Brasileira e agora ganham destaque até naquelas aeronaves que voam sem pilotos. Pela primeira vez, uma Aeronave Remotamente Pilotada (ARP) RQ-900 Hermes da FAB foi totalmente controlada por mulheres, a Capitão Aviadora Juliana França Cavalcanti e a Sargento especialista em fotointeligência Isabela Nascimento. A missão aconteceu no dia 20 de abril a partir da Base Aérea de Santa Maria (RS), onde está sediado o Esquadrão Hórus.

As duas controlaram a ARP a partir de uma estação em solo. A Capitão foi responsável pelo efetivo controle da aeronave, enquanto a Sargento utiliza os sistemas do RQ-900 para cumprir a missão de inteligência e reconhecimento aéreo.

Elas são as únicas militares da FAB a atuarem nessas funções. A Capitão Juliana já havia sido piloto de aeronaves de reconhecimento R-35 Learjet e se transferiu para o esquadrão de drones há sete anos. “Entendo que operação com ARP é o futuro da aviação e está crescendo em todo o mundo”, destacou.

Já a Sargento Isabela também é pioneira: ela é da primeira turma do Curso de Formação de Sargentos a aceitar mulheres na especialidade de Fotointeligência, e até agora é a única do Brasil a atuar como operadora de sistemas de ARP. “Aqui pude realizar missões operacionais e contribuir com a população do meu país, motivo pelo qual escolhi seguir essa carreira. Sou muito grata pelo respeito e igualdade com que sou tratada, sem distinção de gênero”, ressaltou a militar.

Com uma asa de 15 metros e peso de 1.180 kg, o RQ-900 pode voar a uma altura de nove mil metros enquanto observa vários pontos de interesse com seus sistema SkEye, composto por dez câmeras de alta resolução. A ARP foi fabricada em Israel.

Com uma ARP RQ-900 e duas RQ-450, o Esquadrão Hórus atuou em missões de GLO (Garantia da Lei e da Ordem), como nos Jogos Olímpicos de 2016, na Copa do Mundo de 2014 e no Plano Nacional de Segurança Pública do Estado do Rio de Janeiro, nos anos de 2017 e 2018.

Tanto o RQ-900 quanto o 450 são produzidos pela fabricante israelense Elbit, e no Brasil, estas ART tem apoio técnico pela AEL Sistemas, empresa brasileira sediada em Porto Alegre (RS), que faz parte do Grupo Elbit, e que é dedicada ao projeto, desenvolvimento, fabricação, manutenção e suporte logístico de sistemas eletrônicos militares e espaciais, para aplicações em plataformas aéreas, marítimas e terrestres; sendo também capacitada para o fornecimento, projeto e desenvolvimento de aviônicos, sistemas terrestres e sistemas para segurança pública, a empresa também participa de diversos programas da indústria espacial.

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