Pela segunda vez, Trump quer vender F-35 para país árabe

Uma das primeiras medidas de Joe Biden quando assumiu a Casa Branca, em janeiro de 2021, foi cancelar a autorização que Donald Trump havia dado para a venda de 50 caças F-35A Lightning II para os Emirados Árabes Unidos, o que tornaria o país do Golfo Pérsico o segundo operador do tipo no Oriente Médio, depois de Israel. Agora, mais uma vez como presidente, Trump deu sinal verde para um novo cliente na região: a Arábia Saudita.

O Departamento de Estado, ligado ao executivo, aprovou a venda de 48 F-35A para a Arábia Saudita. O negócio pode chegar a US$ 24,3 bilhões, via o programa Foreign Military Sale (FMS), sendo que o Congresso ainda terá que aprovar ou negar o pedido, anunciado em 17 de setembro.

O negócio inclui os 48 caças, 49 motores e um pacote de treinamento, apoio logístico, peças de reposição, simuladores e suporte técnico. Vale ressaltar que o país árabe já é operador de caças F-15C/D e dos avançados F-15SA, além de aeronaves europeias Tornado IDS e Eurofighter Typhoon.

Ainda assim, a venda representa uma ampliação do escopo de operadores do F-35. Até o momento, todos os países que foram autorizados a adquirirem o jato fabricado pela Lockheed Martin são membros da Organização do Tratado do Atlântico Norte (OTAN), com seis exceções, até o momento: Suíça, Israel, Austrália, Japão, Coreia do Sul e Singapura. Todos são países com fortes laços estratégicos com os EUA ou a própria OTAN.

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Humberto Leite

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