AVIAÇÃO MILITAR & DEFESA

Royal Air Force inicia seu novo programa “Top Gun”

L-159 da Draken. Foto: Gerard van der Schaaf

Treinar pilotos de caça contra aviadores experientes, que voam aeronaves diferentes e empregam táticas desconhecidas. É com esse objetivo que a Royal Air Force deu inícioao seu programa Interim Red Air Aggressor Training Service (IRAATS), uma iniciativa para ampliar a capacidade dos seus pilotos de combate.

A primeira missão foi realizada sobre o Mar do Norte, em 20 de dezembro. Um piloto de Eurofighter Typhoon precisou lidar com a desconhecida ameaça de um L-159 E Honey Badger, aeronave de fabricação tcheca. O piloto a ser interceptado era um militar da reserva, com ampla experiência em combate aéreo.

O L-159 E é da empresa Draken, que ganhou o contrato para prestar o serviço até junho de 2025, já com opção de renovação automática por mais trêsanos. Para isso, a companhia deve utilizar oito L-159 E Honey Badger a partir do aeroporto de Teesside. Os pilotos, todos com credenciais de aviadores civis, são militares da reserva da própria Royal Air Force e de outros países.

Um dos principais objetivos é fazer com que os piltos britânicos, mais notadamente dos esquadrões equipados com caças Eurofighter Typhoon e F-35, possam confrontar ameaças completamente distintas. Até 2021, um esquadrão da própria Royal Air Force empregava jatos Hawk na tarefa.

Um dos problemas é que todos os caçadores britânicos conhecem bem as qualidades do Hawk, enquanto os L-159 são aeronaves mais capazes, com radar ar-ar, RWR e maior agilidade, ainda que limitadas ao voo subsônico. A diversidade dos civis que estarão nos comandos aprimora os desafios para os pilotos da Royal Air Force.

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