ESPAÇO

Satélite-espião do Irã é ironizado pelos EUA

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O Irã comemorou o lançamento do Noor, seu primeiro satélite militar, ocorrido no dia 22 de abril. Porém, a recém-criada US Space Force (USSF) já monitora a ameaça e divulgou sua conclusão: o satélite iraniano não tem capacidade de realizar missões de inteligência.

Em uma órbita de 425 quilômetros de altura, o Noor precisaria de um sistema ótico de grande capacidade para fornecer dados de inteligência relevantes. Porém, de acordo General John Raymond, comandante da USSF, o Irã fez apenas um experimento. “Na realidade, é uma webcam tombando no espaço, incapaz de prover inteligência”, afirmou o General.

Para a USSF, o aparelho iraniano é comparável a um “CubSat”, microsatélites enviados para pequenos experimentos. Ainda assim, o Secretário de Estado, Mike Pompeo, ressaltou o investimento realizado pelos rivais. “Por anos o Irã afirmou que seu programa espacial era puramente pacífico e civil. O governo Trump nunca acreditou nessa ficção”, disse. “O programa espacial iraniano não é nem pacífico nem inteiramente civil”, completou.

USSF

Em 2020 os Estados Unidos ganharam a nova força militar, uma novidade que não ocorria há 70 anos. Além do United States Army (USA), United States Marine Corps (USMC), United States Navy (USN), United States Coast Guard (USCG) e United States Air Force (USAF), há a United States Space Force (USSF). O documento de criação foi assinado pelo presidente Donald Trump em 20 de dezembro.

A nova força já surge com 16 mil militares, a grande maioria transferida do agora extinto Air Force Space Command. A USSF terá como missões “proteger os interesses dos Estados Unidos no espaço”, “deter agressões no espaço, a partir do espaço e para o espaço” e “conduzir operações espaciais”.

O USSF deve realizar, por exemplo, as operações com a aeronave X-37B, cujas missões são envoltas em segredo. Também deve cuidar de satélites de reconhecimento.

O “Tratado do Espaço”, de 1967, proíbe armas de destruição em massa fora da terra, porém não impede atividades militares. Nos últimos anos, o governo Trump tem acusado China e Rússia de uma crescente militarização do espaço.

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