AVIAÇÃO MILITAR & DEFESA

Trump vendeu caças para país árabe, comandante israelense criticou

Foto: Tom Reynolds
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Donald Trump trabalhou até o último instante como presidente dos Estados Unidos. E com polêmica. Cerca de uma hora antes de Joe Biden tomar posse, a administração do ex-presidente republicano assinou as cartas de entendimento com os Emirados Árabes Unidos para fornecer 50 caças stealth F-35 Lightning II e 18 drones MQ-9B Reaper.

Ao todo, o contrato pode alcançar 23 bilhões de dólares. Serão 10,4 bilhões pelos F-35, 2,9 bi pelos MQ-9B e um total de 10 bilhões de dólares em armamentos ar-solo.

Apesar de Israel e os Emirados Árabes Unidos terem normalizado as relações diplomáticas, a venda do F-35 para o país árabe era vista de forma crítica pelos mais tradicionais aliados dos EUA no Oriente Médio. O F-35I atualmente é o caça mais avançado de Israel.

Em dezembro, Amikam Norkin, que em 1988 se tornou o mais jovem piloto de F-15 do mundo, aos 22 anos, e que hoje é o Comandante da Força Aérea Israel, expressou publicamente o descontentamento com a venda. “Não é uma ameaça direta para nós, mas é uma tendência que terá uma influência sobre nós”, disse durante um evento no Instituto Weizmann.

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Trump adiou por uma a confirmação do acordo. Com a assinatura ocorrendo no final do governo, sobrou para Joe Biden lidar com a situação. O novo governo já disse que irá revisar o acordo, porém, de acordo com o jornal “Times os Israel”, há precedentes limitados de os EUA recuarem de um acordo de venda já firmado.

Caso confirmado o contrato, os primeiros pilotos árabes devem começar a treinar na Base Aérea de Luke, no Arizona, em 2025. Em 2027 deve estar pronto o primeiro F-35 dos Emirados Árabes Unidos.

O atual Comandante da Força Aérea de Israel se tornou piloto de F-15 aos 22 anos de idade
Foto: Israel Defense Forces

Até agora, o F-35 havia sido autorizada para venda a países da OTAN (Bélgica, Canada, Dinamarca, Reino Unido, Holanda, Noruega, Polônia, Itália) e países com longo histórico de parceria estratégica com os Estados Unidos (Austrália, Japão, Cingapura, Coreia do Sul e Israel). A Turquia foi expulsa do programa de vendas após decisões políticas do país, incluindo a compra de sistemas antiaéreos de origem russa.

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Israel decidiu comprar o F-35 em 2003, tendo recebido suas primeiras unidades em 2017. Até o momento, 20 foram adquiridos, mas o plano é chegar a pelo menos 75. Há conversações para o F-35 se tornar o substituto de todos os mais de 200 F-16 atualmente em uso no país. Designados F-35I “Adir”, receberam sistemas de guerra eletrônica específicos para Israel.

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