AVIAÇÃO MILITAR & DEFESA

USAF paralisa toda a frota de B-1B

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Todos os bombardeiros B-1B da United States Air Force estão afastados do voo. A decisão foi confirmada pelo Air Force Global Strike Command e está relacionada ao incidente com um B-1B ocorrido no dia 8 de abril após o pouso na Base Aérea de Ellsworth, na Dakota do Sul.

Naquele dia, a aeronave com número serial 86-0104 ainda em voo apresentou uma rastro de combustível em voo. A inspeção em solo constatou um buraco em um filtro de bomba de combustível, o que causou o vazamento.

Por esse motivo, foi decidido no dia 20 de abril que toda a frota passará por uma inspeção. O Air Force Global Strike Command não tem data para retorno das operações, mas lembrou que os B-52 e B-2 continuam em serviço normalmente. A informação foi confirmada pela página The Drive.

O B-1B vem enfrentando uma série de problemas. Esta é a terceira vez que a frota é paralisada de 2018 para cá. Em 2019, a frota de B-1B atingiu um índice de disponibilidade de apenas 46,42%. Apesar disso, as aeronaves têm sido usadas para deslocamentos estratégicos, como para o Pacífico e para Europa.

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De acordo com o US Government Accountability Office (GAO), agência do poder legislativo dos Estados Unidos responsável por avaliar os gastos públicos, em linhas gerais, o equivalente ao Tribunal de Contas da União (TCU) brasileiro, entre 2011 e 2019 a frota de B-1B não atingiu suas metas operacionais em nenhum ano.

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Em fevereiro, a USAF retirou do serviço ativo 17 B-1B, o que reduziu a frota de 62 para 45 unidades. Foram selecionadas para permanecer em voo aquelas com a estrutura em melhor condições. Em 2003 já haviam sido retiradas de serviço 33 aeronaves B-1B. Oito delas, inclusive, já podem ser encontradas em exposição, todas em museus dos Estados Unidos. Toda a frota de B-1B deve ser aposentada até 2036.

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O foco da USAF é se preparar para o recebimento dos primeiros B-21 Raider, o que deve ocorrer entre 2026 e 2027. A expectativa é de que o primeiro voo do B-21 ocorra em 2022.

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