AVIAÇÃO MILITAR & DEFESA

1,2 bi para Gripen, 800 mi para KC-390, helicópteros e antiaérea: o pedido de orçamento para 2022

Foto: Bianca Viol / Força Aérea Brasileira
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O Governo Federal encaminhou ao Congresso Nacional, nesta terça-feira (31), o Projeto da Lei Orçamentária Anual (PLOA) 2022, a ser aprovado por deputados e senadores. O documento expõe objetivos prioritários das diversas áreas do governo, incluindo as Forças Armadas.

São solicitados 320 milhões de Reais para finalizar o pagamento do desenvolvimento do KC-390, que teve custo total de 6,6 bilhões. Mais R$ 480 milhões vão para a aquisição das aeronaves, com previsão de investir mais 1,9 bi em 2023 e 2,5 bi em 2024, alcançando o custo estimado total de 12,9 bilhões, a serem pagos até 2026. Não há detalhamento se isso já seria com o corte de unidades, anunciada este ano pelo Comandante da Força Aérea Brasileira.

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Quanto ao Gripen, há o pedido por 1,2 bilhão de Reais no Orçamento de 2022 e projeções de 4,2 bi para 2023 e 3,8 bi para 2024. O custo total está estimado em 21,4 bilhões, a ser pago até 2026. O governo também solicita ao Congresso 24 milhões para concluir o projeto de modernização dos A-1 AMX, sem novas previsões de custos para 2023 e 2024. O custo total estimado ficou em 565 milhões.

Primeiro voo de um Gripen brasileiro com piloto brasileiro, realizado em agosto, na Suécia. Foto: Saab

A administração direta do Ministério da Defesa pede 95 milhões em 2022 para o projeto de aquisição de helicópteros leves (TH-X), que terá orçamento total de 560 milhões até 2025. Já a aquisição dos 50 helicópteros H225M (sendo 18 H-36 para a FAB, 16 UH-15 para a Marinha e 16 HM-4 para o Exército), iniciado em 2009, ainda irá consumir 261 milhões de Reais em 2022 e deve ser finalizado só em 2026, com custo total estimado de 8 bilhões.

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O programa que tem prazo longo é a aquisição de sistemas de artilharia antiaérea para o Comando do Exército. Com os primeiros desembolsos em 2012, a previsão é que só em 2039 seja finalizado o pagamento de 2,6 bilhões, sendo que a PLOA de 2022 prevê apenas 16,5 milhões, muito menos, por exemplo, que a implantação do Colégio Militar de São Paulo, que deve consumir 144 milhões em 2022. Esse valor também é maior que o destinado em investimento para a modernização da Aviação do Exército, para a qual o governo solicitou 19,6 milhões para todo o ano de 2022. Os maiores pedidos da Força Terrestre para o próximo ano estão na área de blindados (683 milhões) e o Sisfron (458 milhões).

No caso da PLOA para 2022, a Marinha do Brasil deixa claro o custo do programa de submarinos. São pedidos 315 milhões para o estaleiro (custo total de 12,4 bi), 475 milhões para o submarino nuclear (15,1 bi de custo total), 400 milhões para desenvolvimento da tecnologia nuclear (custo total de 6,8 bi) e 558 milhões para os submarinos convencionais (custo total de 13,3 bi). O resultado é que o pedido orçamentário para 2022 limita a 22,2 milhões o investimento em navios-patrulha e 35,1 milhões para o desenvolvimento de um míssil nacional antinavio.

A proposta orçamentária também inclui também 161 milhões para a NAV Brasil, a primeira estatal criada pelo governo Bolsonaro, em dezembro do ano passado. A companhia deverá realizar o controle de tráfego aéreo, tarefa hoje sob responsabilidade da Força Aérea Brasileira.

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Vale ressaltar a previsão de gastos no item “Pessoal e Encargos Sociais”. O pedido orçamentário é de 25,5 bilhões para a Força Aérea Brasileira, 51,6 bi para o Exército, 29,8 bi para a Marinha e 1,2 bilhão para a administração direta do Ministério da Defesa.

Sobre o autor

Humberto Leite

Comentários

  • Como brasileiro, estou cansado de ver cortes no orçamento da defesa. Investimentos nesta área ,além de proteger nossos interesses, desenvolvem tecnologias que irão gerar riquezas de valor agregado ao país.

  • O valor do pedido orçamentário anual com pessoal das 3 forças é muito superior ao valor com investimentos para as 3 forças para o ano de 2022.

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