AVIAÇÃO MILITAR & DEFESA

5 desafios para o Ministro da Defesa: 2) Gripen

Foto: Johnson Barros / Força Aérea Brasileira
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À frente do Ministério da Defesa, o General Walter Souza Braga Netto tem diante de si projetos para as três Forças Armadas. Na parte da aviação, cinco iniciativas podem se destacar ao longo do período em que estiver na chefia do Ministério. Há projetos com recursos previstos mas, também, decisões que podem ser tomadas ao longo da gestão de Braga Netto.

Ontem, foi publicado sobre a aquisição de cargueiros de grande porte. Clique aqui para ler. Hoje, o assunto é o programa de compra dos caças Gripen.

O Projeto de Lei do Orçamento da União para o ano de 2021 prevê R$ 1,59 bilhão somente para a aquisição dos caças 36 F-39 Gripen. O valor está bem acima que o previsto para o KC-390 (R$ 626 milhões), para os helicópteros H225M para as três Forças Armadas (R$ 156 milhões), defesa cibernética (R$ 52 milhões), projeto Astros 2020 (R$ 141 milhões), Sisfron (R$ 384 milhões) e blindados Guarani (R$ 412 milhões), sendo comparável apenas ao investimento na área de submarinos e tecnologia nuclear (R$ 1,9 bilhão no somatório dos programas).

Apesar da clara priorização para o Gripen, há ainda uma pergunta a ser feita: o Brasil fará a aquisição de mais lotes desses caças? E quando?!

A necessidade existe: os 36 F-39 devem equipar dois esquadrões a terem como sede a Base Aérea de Anápolis. Porém, os esquadrões de caça localizados no Rio de Janeiro, Rio Grande do Sul e Manaus ainda não têm planos além de continuar a operar seus F-5 modernizados. O problema é que os F-5, ainda que revitalizados, completarão 50 anos de serviço na FAB já em 2025.

O ex-Comandante da Aeronáutica, Tenente-Brigadeiro Bermudez, declarou no início de 2019 que o plano era primeira conduzir o recebimento das 36 aeronaves, e só depois falar da compra de novos lotes. Mais de dois anos depois, já há um caça Gripen em testes no Brasil, pilotos em treinamento na Suécia e a participação ativa do parque industrial brasileiro no projeto.

Com o aporte de recursos garantido pelo Ministério da Defesa para a compra de 36 unidades, a tendência é que seja cumprido o cronograma que prevê o recebimento da última unidade em 2036. Caberá ao Ministério da Defesa anunciar se o Brasil ficará somente nessas três dúzias de caças ou se haverá novas compras. Ainda que a resposta seja positiva, uma demora poderá significar um gap entre os F-5 e os F-39, já que caças novos não são produtos de pronta-entrega.

Amanhã será publicado um terceiro assunto de interesse da nova gestão do Ministério da Defesa.

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