AVIAÇÃO MILITAR & DEFESA

Direitos Humanos viram tema central na venda de caças para a Arábia Saudita

Jatos da Real Força Aérea Saudita. Foto: Rami Al Omrani

A venda de 48 caças Eurofighter Typhoon da mais avançada versão, a Tranche 4, para a Arábia Saudita está em xeque por conta de questões de direitos humanos. O governo da Alemanha se recusa a aprovar a exportação por conta das denúncias repetidas de mortes de civis e emprego de armamentos internacionalmente barrados na guerra travada pelos sauditas no Iêmen.

O clima diplomático azedou entre os parceiros do consórcio Eurofighter. Enquanto Itália e Espanha preferiram declarar neutralidade sobre o tema, o Reino Unido já havia se manifestado favoravelmente para a venda. Um dos principais argumentos é que 72 Typhoon já foram recebidos pelos sauditas, e o país também conta com uma frota de mais de 250 F-15 e 80 Tornado. Já a decisão alemã deve se manter a mesma pelo menos até o fim do mandato dos atuais congressistas, em 2025.

A Arábia Saudita opera caças Eurofighter Typhoon desde 2009

Na visão do governo britânico, barrar a venda do Eurofighter Typhoon só vai contribuir para que o governo da Arábia Saudita faça a opção por aeronaves de outras origens. Isso ocorreu em parte das compras dos F-15. A França também desponta como interessada nesse assunto, com meios de comunicação vinculados a Paris já colocando a Dassault como nova “favorita” para a venda bilionário, no caso, de caças Rafale F4.

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