AVIAÇÃO MILITAR & DEFESA

Drones poderão substituir até 40% das aeronaves em porta-aviões dos EUA

X-47B voa próximo ao porta-aviões USS George H.W. Bush Foto: Erik Hildebrandt / US Navy

No futuro, até 40% das aeronaves dos grupos aéreos embarcados dos porta-aviões da US Navy podem ser não tripuladas. A informação foi dada no dia 18 pelo Vice-Almirante James Kilby, ligado à área de desenvolvimento de requerimento para aeronaves. Essa realidade de 60% de aeronaves tripuladas e 40% não tripuladas ocorreria ainda durante a vida útil dos porta-aviões mais modernos da frota.

Atualmente, as nove Carrier Air Wings da US Navy embarcam, normalmente, com quarenta caças F/A-18E/F Super Hornet, cinco aviões de guerra eletrônica EA-18G Growler, cinco E-2C/D Hawkeye, dois aviões de transporte C-2 Greyhound, até oito helicópteros MH-60S Seahawk e até seis MH-60R Seahawk.

Até o fim da década, os C-2 devem ser substituídos pelos CMV-22B Osprey e parte dos F/A-18 darão lugar aos F-35C Lightning II. Porém, a principal novidade será a adoção dos drones MQ-25 Stingray, com cinco unidades cumprindo missões de reabastecimento em voo, uma tarefa atualmente realizada por caças F-18 com tanques subalares e o sistema conhecido como buddy-buddy, uma solução menos eficiente.

O MQ-25 deverá reabastecer os F-18 Super Hornet, EA-18G Growler e F-35 Lightning II

O requisito do MQ-25 é poder transferir 6.800 kg de combustível a 930 km de distância. A perspectiva de ter essas aeronaves remotamente pilotadas operacionais até 2030 é otimista, uma vez que o primeiro voo correu só em 19 de setembro de 2019. O MQ-25 será a primeira aeronave remotamente pilotada planejada para fazer parte das alas aéreas dos porta-aviões da US Navy. O X-47B Pegasus até operou a bordo, mas apenas em testes.

No futuro, o MQ-25 também deve ser empregado para missões de inteligência, vigilância e reconhecimento. Porém, ainda vai faltar muito para as aeronaves remotamente pilotadas alcançarem uma participação de 40% na composição de uma Carrier Air Wing. Uma das principais perspectivas é haver um modelo específico para combater os submarinos, uma missão que os destacamentos aéreos cumprem apenas com helicópteros desde a desativação dos S-3B Viking, retirados do serviço a bordo em 2008.