AVIAÇÃO MILITAR & DEFESA

F-16 chilenos desmontraram capacidade de busca

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Aviões de caça têm radares e equipamentos voltados para missões de combate, mas o Chile mostrou neste mês de dezembro novas possibilidades de emprego. No dia seguinte ao acidente com o KC-130R da Fuerza Aérea de Chile (FACh) na rota para a Antártica, dois F-16C e dois F-16D complementaram aviões como o P-95 Bandeirante Patrulha, C-130 Hércules e P-3AM Orion na missão de busca e salvamento (SAR, na sigla inglesa), uma tarefa pouco usual para os caças.

Passada a fase aérea da missão, que agora será realizada por meios submarinos, militares da FACh explicaram como os F-16 foram empregados. As aeronaves voavam a 20 mil pés, cerca de 6 mil metros, estando equipadas com os pods de reconhecimento Reccelite, também utilizados pelos A-1 da Força Aérea Brasileira. Em modo infravermelho, o equipamento buscava pontos de calor que pudessem identificar a presença do KC-130R desaparecido ou mesmo de indícios dos sobreviventes, como uma fogueira. Ao mesmo tempo, os radares foram utilizados na forma de imageamento para identificar eventuais objetos na superfície do mar.

A-1 da FAB equipado com Reccelite: o mesmo sistema mostrou sua eficiência em missões reais no Oriente Médio Foto: Força Aérea Brasileira

As aeronaves F-16C e F-16D do Grupo de Aviación Nº 3 também destacaram a capacidade de adaptação, inclusive metereológica. Baseados em Iquique, no Norte do país, os caças costumam voar na árida região desértica do Atacama. Em apenas um dia houve a mudança para um cenário completamente diferente, não havendo dificuldades para operar na gélida Punta Arenas e sobrevoar porções do Oceano no extremo sul do continente. Os voos de busca, inclusive, eram realizados por um caça por vez, voando sozinho.

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