AVIAÇÃO MILITAR & DEFESA

Sem porta-aviões, Marinha do Brasil planeja voo de aeronave embarcada

Um Trader da US Navy decola de um porta-aviões Foto: US Navy
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Mais de um ano após tirar seu único porta-aviões do serviço ativo, a Marinha do Brasil planeja realizar em 2020 o primeiro voo da aeronave KC-2 Turbo Trader. Criado para operar a partir de navios aeródromos, o avião está dentro dos planos da Marinha, que prevê a aquisição de quatro unidades.

O prazo para realizar o primeiro voo em 2020 foi citado pelo Almirante Ilques Barbosa, comandante da Marinha, na sua mensagem de fim de ano para o efetivo. Mesmo sem porta-aviões, há na Base Aeronaval de São Pedro da Aldeia um clima de otimismo com a possibilidade de ampliar o alcance operacional dos caças AF-1 (A-4 Skyhawk). Além de desenvolver doutrina, a dupla KC-2 e AF-1 garante a possibilidade de cobrir todo o mar territorial brasileiro a partir de bases em terra.

KC-2 Turbo Trader está em fase de modernização

Em 15 de novembro de 2018 havia ocorrido o acionamento do motor de um dos KC-2. As empresas Elbit e Marsh Aviation trabalham tanto na recuperação das células quanto na modernização, que entre outras melhorias envolve a adoção de um novo cockpit digital.

Os planos da Marinha vão além. O novo esquadrão VEC-1, 1° Esquadrão de Aviões de Transporte e Alarme Aéreo Antecipado, revela na sua nomeclatura o propósito de contar com aviões-radar.

Mesmo com expectativas de voar apenas a partir de bases em solo, os futuros pilotos do VEC-1 fizeram toda a formação operacional com foco naval. Após serem formados na própria Marinha do Brasil, fizeram curso de aviões na Força Aérea Brasileira e voaram Goshawk na US Navy, em um treinamento que evolve pouso a bordo de porta-avião.

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