AVIAÇÃO MILITAR & DEFESA

F-35 mostra problemas na competição finlandesa

Foto: Helsinki Times/Lehtikuva
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Baixa disponibilidade, problemas operacionais e dificuldades para reabastecimento em voo. Foram essas as impressões deixadas pelo Lockheed Martin F-35A Lightning II durante a fase de avaliação do projeto H-X, a bilionária concorrência para a venda de 64 caças para a Força Aérea da Finlândia.

Dois caças estiveram acompanhados por dois cargueiros C-17 cheios de equipamentos de apoio. Mesmo assim, um dos F-35 não conseguiu realizar todos os 40 voos previstos durante uma semana, em meados de fevereiro, durante o rigor do inverno finlandês. Pior: nenhum dos concorrentes levou tanto material para as equipes de solo, nem o Gripen E, que ainda é um protótipo.

Mais um problema: quatro F-35 deveriam chegar à Base Aérea de Pirkkala, mas o mau tempo atrasou o planejamento de voo e fez com que dois voltassem à base. A esquadrilha era formada por aeronaves já operacionais, do 308th Fighter Squadron ‘Emerald Knights’, da US Air Force.

As informações foram divulgadas pelo jornal finlandês Kauppalehti, que ressaltou que os F-18E/F Super Hornet, também deslocados dos Estados Unidos, conseguiram realizar a missão a contento sendo apoiados apenas por um avião de transporte e reabastecimento em voo KDC-10, da empresa Omega. Os demais concorrentes são o Eurofighter Typhoon, o Dassault Rafale e o já citado Saab Gripen E.

Todos os concorrentes tiveram testados seus sensores e sistemas de armas, incluindo a capacidade de guerra eletrônica. De acordo com o jornal finlandês, os testes permitiram notar deficiências: os concorrentes ainda precisariam evoluir algo a mais, sendo o Gripen um caso particular por se tratar da versão ainda em desenvolvimento. Mesmo assim, ninguém saiu do páreo.

Assista a um vídeo com as imagens dos testes realizados na Finlândia:

Decisão envolve outros fatores

Em 2020 as empresas também devem formatar suas propostas finais. Os concorrentes serão avaliados de acordo com quatro critérios: capacidade, custo, segurança da cadeia de suprimentos com participação da indústria local e impactos nas políticas de defesa e segurança. A decisão final deverá ocorrer no fim de 2021.

A ideia é substituir os F-18 a partir de 2030, ficando em operação até 2060. Os 55 F-18C/D em serviço entraram foram recebidos entre 1995 e o ano 2000. De acordo com a força aérea da Finlândia, o país tem recursos para operar até 60 jatos de última geração.

Gripen E em testes na Finlândia

Antes dos testes de voo, o F-35 era apontado como o favorito. Na Europa, o caça tem conseguido vencer seus concorrentes em praticamente todas as seleções. Naquele continente, o Rafale é operado apenas pela França, enquanto o Gripen E, de última geração, também foi selecionado apenas pela Suécia. Na Suíça, o jato escolhido pelo Brasil até venceu uma concorrência, mas foi barrado e pode perder o lugar para o F-35. O Eurofighter Typhoon é utilizado pelos quatro países desenvolvedores: Reino Unido, Alemanha, Espanha e Itália, além da Áustria. E o F-18E Super Hornet não tem usuários no velho continente.

Enquanto isso, na Europa, o F-35 já conquistou Bélgica, Dinamarca, Itália, Noruega, Holanda, Polônia e Reino Unido. Somente a Alemanha parece estar decidida a não operar o caça da Lockheed Martin.

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