AVIAÇÃO MILITAR & DEFESA

Frota de Mirage 2000-5 “seminovos” de volta ao mercado internacional

Mirage 2000-5 do Catar. Foto: Alexandre Montes

O governo do Catar continua a saga para tentar vender doze jatos Mirage 2000-5 da sua frota. São aeronaves com tecnologia dos anos 90, capazes de operar com mísseis ar-ar MICA e ar-superfície Apache, além de designadores laser, sistemas de guerra eletrônica e uma ampla gama de armamentos. Além disso, os jatos ainda têm cerca de 70% da sua vida útil disponível.

Por muito pouco o Catar não conseguiu negociar os jatos, mais precisamente nove monopostos Mirage 2000-5EDA e três biplaces -5DDA. Isso porque a Indonésia havia se comprometido, em 2022, a adquirir as aeronaves por 880 milhões de dólares para se tornarem uma solução temporária antes da chegada dos caças Rafale já adquiridos. O governo indonésio, porém, decidiu prorrogar a vida útil dos seus Sukhoi Flanker.

Não é a primeira vez que os Mirage 2000-5 do Catar ficam na prateleira. Também foram frustradas tentativas anteriores de venda para a Índia e para o Paquistão. Outras opções foram ventiladas, desde países não identificados a empresas que oferecem serviço de treinamento avançado, mais notadamente a francesa Advanced REDAIR European Squadron (ARES).

O Catar está focado na operação dos seus novos caças Eurofighter Typhoon, F-150QA e Rafale. Ainda assim, seus Mirage 2000-5 carregam a experiência real de terem participado, em 2011, na intervenção realizada na Líbia, tendo operado a partir da ilha de Creta, da Grega.

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Humberto Leite

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