Os deputados Abraham Hamadeh e Don Davis, o primeiro do partido Republicado e o segundo dos Democratas, apresentaram juntos ao Congresso dos Estados Unidos uma proposta de lei para garantir a operação da frota dos Republic A-10 Thunderbolt II até o fim de 2033. Se aprovada, a lei vai assegurar a continuidade da infraestrutura de manutenção dessas aeronaves, além da cadeia logística, para manter 126 unidades em serviço.
Os dois deputados têm experiência militar. Hamadeh, filho de sírios, chegou ao posto de Capitão no US Army, atuando na área de inteligência e tendo, entre 2020 e 2021, atuado no treinamento de forças da Arábia Saudita. Já Don Davis foi Capitão da US Air Force, tendo atuado como coordenador da operação do Air Force One e professor na Air Force Reserve Officers’ Training Corps.
Chama a atenção a justificativa para a lei. Os congressistas sustentam que não há, atualmente, uma aeronave capaz de substituir adequadamente os A-10. A expectativa era a de que os F-35A Lightning II, F-15E Strike Eagle e os F-16 Fighting Falcon poderiam cumprir a missão, notadamente de apoio aéreo aproximado, em suporte direto a tropas em solo.

A proposta de lei foi batizada de “Bolstering Recognition, Resurgence, Retention, and Remembrance of the Thunderbolt” a fim de ser chamada pela sigla BRRRRT, conjunto de letras cuja pronúncia lembra o som do canhão GAU-8/A Avenger de 30mm. Nem o F-35, nem o F-15E, nem o F-16 possuem um armamento deste porte.
A US Air Force já planejava paralisar toda a frota de A-10 até o fim de 2026, o que foi negado pelo Congresso no ano passado. Foi estabelecida uma frota mínima de 103 aeronaves. Agora, a ideia de se manter o A-10 em serviço foi reforçada por conta do conflito em curso contra o Irã, onde os A-10 desempenharam missões desde ataque contra embarcações até cobertura do resgate do piloto de F-15 que ejetou atrás de linhas inimigas.

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