AVIAÇÃO MILITAR & DEFESA

“Novos” caças argentinos em testes

Foto: Armada Argentina
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A Argentina deve colocar seus novos caças Super Etendard Modernisé em operação. Um vídeo publicado no Twitter mostra testes do motor Atar 8K50 de uma das cinco aeronaves recebidas da França em 9 de maio de 2019.

Os cinco caças, usados, foram comprados pelo valor de US$ 15 milhões como um paliativo dada a situação precária da aviação de alto desempenho das forças armadas argentinas. As aeronaves foram construídas entre 1978 e 1982 e operaram até 2016 na Marinha Francesa, passando por vários processos de modernização ao longo dos anos.

A partir de bases em terra e dos porta-aviões Clemenceau, Foch e Charles de Gaulle, os Super Étendard atuaram com foco em missões de ataque naval e ataque a superfície, mas também sendo capazes de desempenhar a defesa aérea, com mísseis Magic II e seus canhões de 30mm. Armados com bombas inteligentes e pods de designação de alvos, cumpriram missões reais nos Balcãs, no Afeganistão, na Líbia e contra o Estado Islâmico.

Assista a um vídeo sobre a operação dos Super Étendard Modernisé na Marinha Francesa:

A compra dos Super Étendard provocou debate na Argentina. Por um lado, a Marinha queria recuperar sua capacidade aérea, tendo sido conhecida pelo uso com sucesso de caças Super Étendard com mísseis anti-navio Exocet durante a Guerra das Malvinas. As unidades em uso, porém, estão todas afastadas de voo.

Já a Força Aérea reclamou para si a posse daquelas que tendem a se tornar as melhores aeronaves de combate do país. Hoje, a Força Aérea daquele país não tem mais nenhum caça supersônico, estando restrita aos IA-63 Pampa, AT-27 Tucano e um número cada vez menor de A-4AR Fighthawks ainda em condições de voo. Estima-se que, na melhor das hipóteses, três deles possam voar.

Havia planos para a aquisição de caças leves FA-50, da Coreia do Sul. Mas não há notícias sobre o prosseguimento desta negociação. Os Super Étendard acabaram ficando com a Marinha.

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Redação

Comentário

  • Enfim, os argentinos estão fudidos, sem a menor capacidade aérea, acho que proporcionalmente, os demais países da América Latina, aí me refiro aos menores, estão proporcionalmente em situação bem melhor que os hermanos. Esse é o resultado de se instaurar uma ditadura num país, que acabou destruído governado por um bando de generais, almirantes e brigadeiros que eram tão imorais que tomaram a decisão de invadir as Falklands depois de horas de bebedeira com uísque. Triste destino, tiveram o que mereciam.

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