Caças MiG-21 LanceR da Romênia e MiG-29 da Bulgária atuaram no início desse mês em uma missão que nunca foi pensada pelos criadores dos jatos soviéticos: interceptar aeronaves russas. Membros da OTAN desde 2004, romenos e búlgaros estão engajados na vigilância do espaço aéreo sobre o Mar Negro, e no último dia 11 a presença de aeronaves da Força Aérea da Rússia elevou a tensão na área.
O Centro de Operações Aéreas Conjuntas da OTAN, em Torrejón, na Espanha, acionou os caças da Romênia e da Bulgária, além de aviões F-16 da Turquia. O comunicado oficial da OTAN não especificou que tipos de aeronaves foram interceptadas, porém foi informado que os MiG-21, MiG-29 e F-16 também estabeleceram patrulhas aéreas de combate na área.
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O uso de aeronaves de origem soviética nas forças da OTAN se tornou comum a partir da década de 90, com a expansão da aliança militar. Porém, assim como Alemanha e Hungria, que já aposentaram seus MiG-29, a Bulgária e a Romênia planejam substituir seus caças da época do Pacto da Varsóvia. O primeiro comprou caças F-16 novos, e espera recebê-los, enquanto o segundo adquiriu caças F-16 usados de Portugal. A Polônia também voa o MiG-29 Fulcrum.
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