Um dos tripulantes do caça F-15E Strike Eagle abatido pela defesa antiaérea do Irã, que gerou uma operação de busca e salvamento em combate bastante comentada pela imprensa internacional, já havia sido abatido menos de 30 dias antes por fogo amigo do Kuwait. A história foi publicada pela CBS, um dos principais grupos de mídia dos Estados Unidos.
De acordo com a publicação, o primeiro abate ocorreu em 2 de março, quando o piloto já sobrevoava o Kuwait, após atacar alvos no Irã. Sua aeronave, ao lado de outras duas, foi erroneamente engajada e abatida por um sistema antiaéreo do Kuwait, país aliado dos Estados Unidos. O piloto ejetou em segurança. Há especulações de que pelo menos um desses F-15 teria sido abatido por um F-18E Super Hornet do Kuwait.

O militar norte-americano teria sido reintegrado às operações aéreas e, em 3 de abril, teria sido abatido mais uma vez, desta pelo próprio Irã. Esse piloto, especificamente, foi resgatado horas depois, sendo que a recuperação do “weapon systems officer” (WSO) ocorreu apenas em 5 de abril. Não há informação de que era a mesma dupla que voava em 2 de março.
É possível afirmar, a partir da divulgação de ambos os fatos, que o militar seria do 494th Fighter Squadron, unidade da US Air Force sediada na Base Aérea de Lakenheath, no Reino Unido. A unidade foi diretamente envolvida nas ações sobre o Irã.
As informações da CBS não foram confirmadas pelo Pentágono.
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