O Irã teria a capacidade de operar grandes esquadrilhas de drones, movendo-se em formações conjuntas, em um formato semelhante a uma “alga-viva”. É essa uma das alegações do piloto de F-15 Strike Eagle da US Air Force que foi abatido no Irã, em abril, e conseguiu observar aeronaves iranianas durante as cerca de 40 horas em que permaneceu atrás das linhas inimigas.
De acordo com o relato do militar à rede norte-americana CNN, drones de maior porte voam acompanhados de modelos de menor porte. Isso indicaria uma elevada capacidade de troca de dados em voo, além da possibilidade de enganar defesas aéreas rivais ao manter diversas aeronaves parecendo apenas uma.
Caso confirmada essa alegação, isso indica que o Irã não apenas tem a capacidade de desenvolver e operar drones avançados, quanto tem domínios de técnica de sistemas autônomos. Ainda que seja apenas um relato oral, de um ser humano que se encontrava em situação de elevado desgaste físico e mental, a alegação pode ajudar a compreender como o Irã realizou ataques que até agora surpreendem pelos resultados, como a destruição de radares estratégicos dos Estados Unidos.
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