AVIAÇÃO COMERCIAL & PRIVADA

Reforma tira LATAM e Gol de Congonhas por 32 dias; Azul ampliará voos

Foto: Infraero
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A pista principal do Aeroporto de Congonhas, em São Paulo (SP) passará por obras de recuperação do pavimento asfáltico. Com investimento de R$ 11,5 milhões, a intervenção vai exigir o fechamento total da pista por 32 dias, entre 5 de agosto e 5 de setembro. Neste período, o Aeroporto continuará a funcionar das 6h às 23h, mas somente com a sua pista auxiliar, de 1.435 metros de comprimento. A principal tem 1.940 metros. O resultado é que aeronaves usualmente vistas em Congonhas não poderão operar ali, como é o caso do Boeing 737 operado pela Gol, os Airbus A320 da LATAM e Azul e os Embraer 195 da Azul. Eventuais decolagens de modelos desses portes só poderão ocorrer sem passageiros a bordo.

Foto: Laurent ERRERA

A Azul Linhas Aéreas, porém, vai poder operar 17 voos diários em Congonhas no período. Isto porque a companhia também conta com os turboélices ATR-72-600, aeronaves capazes de levar até 70 passageiros e usualmente utilizadas para destinos regionais. Apesar de mais lentos que os jatos comerciais, os ATR-72-600 são a aposta da Azul para o período: a empresa aumentará a frequência de voos. Haverá a operação de sete frequências diárias entre Congonhas e o Aeroporto Santos Dumont, no Rio de Janeiro. Hoje, a frequência tem sido de dois voos. Haverá ainda mais seis voos diários para Belo Horizonte, também subindo o número atual, de dois. A rota Congonhas-Curitiba, que já foi operada pela Azul no ano passado, voltará a contar com a oferta de assentos da companhia, tendo quatro ligações diárias.

“Graças à nossa frota mista, temos flexibilidade para planejar a malha e nos adaptar aos diferentes cenários de operação. Com essa malha ajustada entre agosto e setembro, manteremos a assistência aos clientes da maior cidade do país e ainda ampliaremos as possibilidades de conexão para o paulistano, um dos pilares e diferenciais da Azul”, afirma Vitor Silva, gerente de planejamento de malha da empresa.

Infraero adiantou obra em momento de pouco movimento

Responsável pelo Aeroporto de Congonhas, a Infraero promete cumprir o prazo. Serão alocadas equipes 24 horas por dia, 7 dias por semana, na obra que irá adotar a tecnologia de pavimento conhecida como camada porosa de atrito (CPA). Entre outros benefícios, espera-se uma sensível melhoria da capacidade de drenagem da pista (rápido escoamento da água de chuva), com aumento da aderência do pneu da aeronave ao pavimento e redução da possibilidade de aquaplanagem (hidroplanagem).

Os trabalhos incluem serviços de fresagem do revestimento asfáltico existente, execução de camada estrutural de concreto asfáltico (CBUQ) com grooving na região das cabeceiras; e de camada superficial porosa de atrito (CPA). A técnica CPA não utiliza emendas transversais no pavimento, sendo necessário um trabalho contínuo para seu melhor resultado, evitando-se interrupções.

“A Infraero está aproveitando a queda na movimentação de passageiros e operações, em decorrência da pandemia da Covid-19, para adiantar o calendário de obras da empresa. No caso de Congonhas, a obra faz parte de manutenção periódica e servirá para garantir que aeroporto siga operando em condições normais, especialmente de segurança, pelos próximos 10 anos”, explica o superintendente do aeroporto de Congonhas, João Marcio Jordão. A decisão de manter as obras entre os meses de agosto e setembro também observa questões meteorológicas. Considerando a baixa incidência de chuvas na capital paulista entre esses meses, a probabilidade de interrupções nas obras da pista também é reduzida.

Todas as ações de planejamento para a obra e para manutenção da segurança das operações foram alinhadas e desenvolvidas com a contribuição das companhias aéreas, Associação Brasileira das Empresas Aéreas (Abear), Associação Brasileira de Aviação Geral (ABAG) e demais stakeholders, como Departamento de Controle do Espaço Aéreo (Decea), vinculado ao Comando da Aeronáutica, Secretaria de Aviação Civil, do Ministério da Infraestrutura, e Agência Nacional de Aviação Civil.

Foto: Infraero

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