AVIAÇÃO COMERCIAL & PRIVADA

Último 747 deve ser entregue em outubro

A Boeing avança na construção daquele que deve ser o último 747 da história. A aeronave, da versão cargueira 747 -8F destinada para a companhia de carga Atlas Air, já está praticamente pronta, restando ainda as etapas de instalação dos motores e de componentes internos, além dos testes de aceitação.

Imagem do último 747 da Boeing em construção

Ao todo, terão sido 1.574 aeronaves 747 produzidas desde o fim dos anos 60. Com seu duplo deck, o modelo se tornou um verdadeiro símbolo da aviação, ficando informalmente conhecido como “Jumbo”. O nome vem de um famoso elefante africano de grandes proporções, que fez sucesso no fim do século XIX em exposições na França, Reino Unido, Estados Unidos e Canadá. As equipes de marketing logo passaram a chamar o 747 de “Jumbo Jet”, tornando-o uma sensação nos aeroportos e para as companhias aéreas.

O primeiro 747 fez seu voo inaugural em 9 de fevereiro de 1969. A Pan Am foi primeira a companhia a voar com o jato, a partir de 22 de janeiro de 1970. A maior operadora do modelo acabou se tornando a Japan AIrlines, que recebeu um total de 108 unidades. Também se destacam a British Airways (94), Singapore Airlines (93), Lufthansa (81), United Airlines (68), Cathay Pacific (59) e Air France (53), dentre outras. A brasileira Varig teve cinco unidades.

A versão mais famosa, o 747 -400, teve 694 unidades produzidas, tendo entrado em serviço em 9 de fevereiro de 1989. Com seus 70,66 metros de comprimento, 64,44 metros de envergadura e 19,41 metros de altura, o “Jumbo” logo ganharia destaque pela força: podia levar até 660 passageiros. Porém, a maioria das companhias aéreas prefeririam configurações com menos assentos, dando espaço para classes com maior conforto. Uma divisão típica era 23 passageiros na primeira classe, 80 na executiva e 313 na econômica, sendo 416 ao todo.

A autonomia também foi destaque. Em 1989, a empresa australiana Qantas fez um voo sem escalas entre Londres e Sydney, o que evidenciou o alcance de 18.000 km, cumprido em 20 horas e 9 minutos. A velocidade também impressionava. Ainda hoje, está entre os aviões comerciais mais rápidos em serviço, com velocidade de cruzeiro de aproximadamente 930 km/h. Essas capacidades superlativas seriam evidenciadas ainda na fase de testes do 747 -400, quando, em 27 de junho de 1988, a primeira aeronave de testes decolou com 405.659 kg, um recorde para a época.

Boeing 747 da Lufthansa

O 747 -8 foi anunciado em 2005, com destaque para novas tecnologias na cabine. Sua versão de carga, 747 -8F também se destacou por ter uma carga útil 16% maior que a do -400F. A primeira entrega desse modelo foi em 2011, para a Cargo Lux. Isso destaca que, apesar de cada vez mais afastado do transporte de passageiros, o 747 ainda será visto pelo mundo por muitos anos nas suas versões cargueiras. A própria Atlas Air, que receberá o último 747, contará com uma frota de 42 aeronaves. Em setembro, a empresa também receberá o penúltimo 747.

LEIA TAMBÉM:

Como ficará a aviação comercial da Rússia sem Boeing e Airbus?

Korean Air quer lançar foguetes com seus Boeing 747

Boeing e Airbus vão lançar estudo conjunto

777 cargueiro conquista mercado para substituir 747-400F

A350 XWB e MC-21 devem ganhar versões de carga

NOVA EDIÇÃO DA ASAS!

USE O CUPOM: FRETE GRÁTIS

Carrinho