AVIAÇÃO COMERCIAL & PRIVADA

737 Max 8: a fênix da Gol Linhas Aéreas

Parecia que o 737 Max entraria para a lista dos grandes fracassos da história da aviação. Após dois acidentes sem sobreviventes, a frota global do modelo ficou parada entre março de 2019 e dezembro de 2020, gerando desconfiança, ações judiciais e uma crise inimaginável tanto para a Boeing quando para as empresas que haviam adquirido o modelo, com a brasileira Gol. Porém, um ano após a retomada de operações, o cenário é promissor. O 737 Max acumula horas de voo em segurança e faz parte dos planos de um número crescente de companhias.

No Brasil, a Gol voltou a voar seus então sete exemplares em 9 de dezembro de 2020. Agora são 28 unidades e o plano é ter 44 até o fim de 2022, quando já representarão 32% da frota. Só neste ano, foram mais de 16 mil voos e 2,4 milhões de passageiros, até 186 por vez. A rota “preferida” é a jornada entre Guarulhos (SP) e Fortaleza (CE), com 504 decolagens.

Faz sentido. O uso na rota entre o Sudeste e o Nordeste faz a empresa ampliar o ganho com a economia do modelo. Na prática, o 737 Max gasta 15% a menos de combustível para fazer uma jornada semelhante ao que faria um 737-800NG. Quando se avalia o valor após as 33 mil horas de voo já registradas, o fator justifica a empresa brasileira ter acelerado a substituição das suas aeronaves mais antigas.

Outra questão, para a Gol e outras companhias, é cumprir as novas exigências ambientais. O 737 Max gera 16% menos emissões de carbono e é 40% mais silencioso em relação ao 737-800 NG.

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