Ingleses devem cortar F-35, C-130, AEW e até jatos da Rainha

O Reino Unido deverá cortar a frota de jatos para uso exclusivo para a família real. A Rainha Elizabeth II e seus parentes passarão a dividir o uso de um jato Airbus A330 da Royal Air Force utilizado pelo Primeiro Ministro inglês.

Os quatro BAe-146 atualmente disponíveis para a família real serão vendidos. São jatos utilizados desde a década de 80 e não há planos para comprar substitutos. Será mantida uma única aeronave exclusiva: um helicóptero AW-109. A mudança quebra a tradição de haver aviões específicos para o transporte real, o que existia desde 1936.

Foto: Dylan Browne

O Ministério da Defesa informou ao Daily Mail que continuará a oferecer serviço de transporte VIP para a família real. “No entanto, não fugiremos de decisões difíceis e sempre buscaremos entregar o máximo valor para o dinheiro em nossos programas de aquisição”, dizia a nota divulgada. Os voos reais, também realizados com aeronaves alugadas, atraem críticas pelos custos e até pelas emissões de carbono.

O corte das aeronaves utilizados para o serviço chamado de Royal Flight foi uma opção do Ministério da Defesa britânico para manter na ativa a esquadrilha de demonstração Red Arrows, hoje equipado com jatos Hawk T1A, recebidos a partir de 1979. Desde 2004 há especulações sobre o fim do grupo.

Foto: Adam Fletcher 

A agência de equipamento de defesa do Reino Unido lançou um edital para venda de cinco aeronaves Sentinel R1 e dois Sentry AEW1. O mais surpreendente foi o caso dos Sentinel, que entraram em serviço em 2008, com o início praticamente imediato de missões no Afeganistão e histórico de atuação real na Líbia (2011), no Mali (2013), em Gana (2014), além de terem permaneceram nos céus afegãos até 2018, tendo também atuação contra o Estado Islâmico. Já os dois Sentry AEW1 fazem parte do trio remanescente de sete adquiridos em fins de 1987.

Sentinel
Foto: Royal Air Force

Não fica por aí. De acordo com informações divulgadas até o momento pela imprensa local, mas ainda sem confirmação oficial, dos 138 caças F-35 planejados, apenas 48 serão efetivamente comprados. Neste caso, a opção foi garantir a operação dos novas porta-aviões HMS Queen Elizabeth e HMS Prince of Wales.

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Foto: Tony Hisgett

Todos os 14 C-130J Super Hércules também devem ser aposentados prematuramente. A primeira aeronave dessa versão foi entregue pela Lockheed Martin em 1998. A retirada da linha de voo ocorrerá pelo menos dez anos antes do inicialmente planejado. Os antigos C-130K chegaram a voar por 50 anos.

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