AVIAÇÃO MILITAR & DEFESA

Canadá: suecos apostam alto na maior venda do Gripen E

Segundo Gripen E em testes de voo Foto: Saab

A fabricante sueca Saab ampliou a oferta para conseguir vender caças Gripen para a Força Aérea do Canadá. A promessa agora é de criar dois centros aeroespaciais em Quebec que teriam o potencial de gerar centenas de empregos ali. O anúncio foi nesta segunda-feira durante o International Aerospace Innovation Forum 2020, da Aero Montreal.

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O Gripen Center e o Aerospace Research & Development Centre. Nesses locais poderão ser realizadas atividades como desenvolvimento de sistemas de missão e em tecnologias disruptivas nas áreas de automação e inteligência artificial.

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Os centros de desenvolvimento também se justificam por conta de uma especificidade do Canadá: como parte da North American Aerospace Defense Command (NORAD) e da OTAN, o país precisa manter o desenvolvimento dos seus caças em mãos nacionais ou de nações que fazem parte da parceria. Essa condição tem tornado os caças norte-americanos favoritos e os suecos tentam reverter a pressão.

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A nova promessa tem como foco conquistar o contrato de fornecimento de 88 caças. Caso a Saab saia vencedora, será o maior contrato de venda do Gripen E, até o momento limitado a 36 unidades para o Brasil e 60 para a própria Suécia. O valor total do negócio canadense pode chegar a quase 15 bilhões de dólares.

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O contrato deve ser assinado em 2022 e as primeiras aeronaves precisam ser recebidas em 2025, com uma previsão de operarem por 35 anos. A concorrência atual fica por conta do Boeing F/A-18E/F Super Hornet e do Lockheed Martin F-35 Lightning II.

Foto: Saab

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O F-35 ainda é apontado como favorito. Além de ter tido seus custos reduzidos, o Canadá fez parte do desenvolvimento do caça, com empresas suas já envolvidas no projeto. Além disso, o país é membro da aliança Five Eyes, que reúne os serviços de inteligência dos Estados Unidos, Reino Unido, Austrália, Canadá e Nova Zelândia. O F-35 já foi selecionado pelos três primeiros e não compete na Nova Zelândia, pois o país não possui mais aviação de caça.