A Força Aérea Brasileira iniciou o esforço logístico para a montagem de um hospital de campanha em território yanomami, na região de Surucucu, em Roraima. É uma área de fronteira, com dificuldade de acesso, onde há uma pista de pouso de 1.067 metros que sofre desgastes contínuos causados pelo clima da área. A ação acontece com pressa: a FAB classificou a situação no local como uma “grave crise sanitária”. Há problemas de desnutrição, malária e infecção respiratória aguda entre os indígenas.
O trabalho das forças armadas já envolveu até a recuperação desses aeródromo: em 9 de janeiro, um KC-390 lançou mais de de 30 toneladas na área para que militares do 6º Batalhão de Engenharia de Construção (6º BEC), do Exército Brasileiro, fizessem a manutenção necessária. Com isso, aeronaves H-60 / HM-4 Black Hawk, KC-390 Millenium, C-98 Caravan e C-97 Brasília já estiveram na área para o transporte de toneladas de alimentos e de profissionais de saúde, além da evacuação aeromédica de mais de 20 indígenas.

Para a montagem do hospital de campanha, um KC-390 levou 19 toneladas de carga até Surucucu. Foram enviados aparelho de raio-x, aparelho de ultrassonografia, farmácia e laboratório para a realização de exames laboratoriais, unidade celular de saúde e leitos de internação para pacientes ambulatoriais e estabilização de pacientes mais graves que precisem ser removidos. O hospital de campanha terá a missão de atender aproximadamente 700 indígenas. Compõem a missão militares médicos das especialidades de clínica médica, ortopedia, cirurgia geral, pediatria, radiologia, ginecologia e patologia, além de enfermeiros, farmacêuticos e técnicos de enfermagem.
Hospitais de campanha já foram mobilizados para outras situações de calamidade, como após o terremoto do Haiti, em 2010, e durante o atendimento às vítimas de deslizamentos na região serrana do Rio de Janeiro.
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