AVIAÇÃO MILITAR & DEFESA

Mísseis hipersônicos na mira de nova tecnologia sul-coreana

Míssil norte-americano MIM-104 Patriot não seria capaz de deter a ameaça das armas hipersônicas

O governo da Coreia do Sul deu luz verde para o desenvolvimento de um novo sistema de defesa antiaérea do país capaz de destruir mísseis hipersônicos, como o russo Kinzhal. A expectativa é alcançar capacidade operacional só em 2035, mesmo com o investimento de mais de 2 bilhões de dólares somente para levar o projeto das pranchetas aos primeiros protótipos.

O investimento ocorre no contexto em que a Rússia tem alcançado sucesso no uso de mísseis hipersônicos contra alvos na Ucrânia sem que nenhum sistema de defesa antiaérea seja capaz de detê-los. Na prática, o poder militar ucraniano já fica em alerta sempre que há um caça MiG-31 Foxhound no ar, por conta da sua capacidade de lançar o Kinzhal.

Chamado até agora de L-SAM II, o futuro sistema antiaéreo sul-coreano deve ter alcance de 150 km e capacidade de atingir alvos a até 100 km de altura. A nova arma deve ser integrada à rede de defesa antiaérea que tem sido instalada para aumentar a proteção contra ameaças da Coreia do Norte, que vão desde drones de pequeno porte a mísseis balísticos.

Enquanto isso, a Coreia do Sul mantém o desenvolvimento do L-SAM I, que tem como base mísseis norte-americanos Patriot. A expectativa é ter o L-SAM I em serviço por volta de 2026.

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