OTAN treina ataque nuclear com caças

Nesta semana, países-membros da Organização do Tratado do Atlântico Norte (OTAN) participam de um exercício de ataque nuclear com aeronaves de caça. Isso porque, além dos Estados Unidos, Inglaterra e França, países que possuem seus próprios armamentos desse tipo, a Alemanha, a Bélgica, a Itália, a Holanda e a Turquia têm armas operadas de forma conjunta pela OTAN.

Por isso, os caças Tornado IDS da Alemanha e da Itália, além dos F-16 da Bélgica, Turquia e Holanda, treinam juntos o uso das bombas do tipo B61. O treinamento, batizado de “Steadfast Noon”, também envolve caças F-16 e F-15E da United States Air Force baseados na Europa, e também com capacidade de ataque nuclear.

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Apesar de não possuírem aeronaves adaptadas para receber armamentos nucleares, República Tcheca e a Polônia também participam do exercício, com seus caças JAS-39 Gripen e F-16C, respectivamente. A Itália reforça o grupo com um avião AEW&C G550, somando a um E-3A operado pela força multinacional da OTAN.

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Os F-16 da Bélgica, Turquia e Polônia, além dos F-15E dos EUA e Gripen da República Tcheca, estão sediados na Base Aérea de Aviano, no Norte da Itália, já próximo à fronteira com a Eslovênia. Já a Base Aérea de Ghedi, casa da frota de Tornado italianos, também recebe os Tornado alemães e os F-16 holandeses.

Todos os voos de treinamento de ataque nuclear tem ocorrido sobre o Mar Adriático e, segundo a OTAN, não envolvem o uso de bombas com ogivas.

Humberto Leite

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