AVIAÇÃO MILITAR & DEFESA

“KC-robô” voa pela primeira vez

O MQ-25 deverá reabastecer os F-18 Super Hornet, EA-18G Growler e F-35 Lightning II
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Aviões de reabastecimento em voo precisam ser eficientes: quanto mais combustível gastarem para se manter no ar, menos têm capacidade para transferir para as outras aeronaves. Isso se torna especialmente crítico para as operações em porta-aviões, em que mesmo as aeronaves de reabastecimento (KA-6 e S-3, por exemplo) têm dimensões pequenas quando comparadas com os modelos baseados em terra (KC-135, KC-130, KC-390, etc).

Por isso a proposta do Boeing MQ-25 Stingray foi clara: sem tripulantes a bordo, aeronave é mais eficiente para a missão. O primeiro grande passo para o desenvolvimento foi dado no dia 19 de setembro, quando foi realizado o primeiro voo.

O requisito do MQ-25 é poder transferir 6.800 kg de combustível a 930 km de distância.

Assista ao vídeo do primeiro voo:

O planejamento é audaz. A capacidade operacional inicial deve ser alcançada já daqui a cinco anos. Vale lembrar que o MQ-25 será a primeira aeronave remotamente pilotada, popularmente chamada de “drone”, planejada para fazer parte das alas aéreas dos porta-aviões da US Navy. O X-47B Pegasus até operou a bordo, mas apenas em testes.

O primeiro teste ocorreu em solo, mas o drone é projetado para operar a partir de porta-aviões. Foto: Boeing

A chegada do MQ-25 é aguardada também porque hoje os porta-aviões norte-americanos não têm mais uma aeronave específica para a missão. Depois da aposentadoria dos S-3 Viking, caças F-18 Super Hornet com tanques subalares são utilizados para reabastecimento em voo, em um procedimento chamado de “buddy-buddy”. O MQ-25, além de realizar a missão, vai liberar os Super Hornet para seus outros voos.

O sistema “buddy-buddy”, também usado pelos AF-1 da Marinha do Brasil, realiza o reabastecimento em voo, mas com eficiência bem menor que o uso de aeronaves dedicadas. Foto: Sgt James R. Evans / US Navy

O MQ-25 futuramente também deve ser empregado em missões de inteligência, vigilância e reconhecimento. Até agora, o desenvolvimento custou US$ 805 milhões, sendo prevista a construção de quatro unidades para testes.

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