AVIAÇÃO MILITAR & DEFESA

França compra mais caças Rafale, mas exportações comprometem operacionalidade 

Caça Rafale da força aérea da Índia

A Armée de l’Air de l’Espace, nome da força aérea da França, deveria chegar a 2025 com 129 caças Rafale na sua ordem de batalha. Porém, mesmo com o anúncio da compra de 24 unidades novas, em um contrato a ser assinado no início de 2023, o país tem enfrentado uma dificuldade curiosa: o sucesso comercial da aeronave produzida pela Dassault. 

Ao invés de ampliar sua frota, de 2020 para cá houve o contrário: o país se comprometeu a repassar 24 dos seus 102 Rafale para garantir as exportações. Em janeiro de 2021, a Grécia adquiriu 18 unidades, das quais 12 foram seriam retiradas diretamente das bases aéreas francesas para acelerar as entregas. Seis já foram repassados. Quatro meses depois, foi a vez de a Croácia também acertar a compra de uma dúzia de jatos usados, com transferências programadas para ocorrer em 2024 e 2025. 

Em uma comissão do parlamento francês, um representante militar informou que a consequência imediata será reduzir de 164 para 147 horas o quantitativo total de tempo de treinamento em voo por piloto nos próximos dois anos.

Por enquanto, o anúncio da aquisição de 24 caças novos não deve servir para ampliar a frota, e sim apenas reduzir as perdas. Se ninguém mais comprar os caças franceses, o país deve chegar a 2025 com 117 unidades, 12 a menos que o planejado em 2020.  Desse modo, a frota adequada somente será atingida em 2030: há o plano de mais 42 unidades serem recebidas entre 2027 e 2030. 

A principal contrapartida é que a força aérea francesa, na prática, vai trocar jatos da versão F3 por outros do novo padrão F4, que trazem melhorias de comunicação e nos softwares. A idade geral da frota também será reduzida. 

Enquanto isso, a Dassault segue com uma linha de montagem ocupada, com destaque para o contrato de 80 de unidades novas a serem entregues ao Catar. A Grécia também fez a encomenda de mais seis unidades.

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