AVIAÇÃO MILITAR & DEFESA

Índia ativa seu primeiro porta-aviões nacional

A Índia se juntou hoje ao seleto grupo de países capazes de projetar, construir e operar porta-aviões com tecnologia nacional. O INS Vikrant entrou oficialmente em operação nesta sexta-feira, 2 de setembro, em uma cerimônia que celebrou o reforço do poder aeronaval do país e o avanço da sua indústria naval.

Com 40 mil toneladas de deslocamento, o navio poderá levar até 30 aeronaves. No primeiro momento, a ala aérea será composta por helicópteros Sea Hawk e Ka-31, além de caças navais MiG-29K. Porém, a Índia deve investir na aquisição de um novo jato navalizado, em uma disputa atualmente travada entre o F-18 E/F Super Hornet e o Rafale.

O navio tem uma configuração do tipo STOBAR – Short Take-Off But Arrested Recovery – com uma rampa do tipo ski jump. Isso significa que é possível a operação de jatos convencionais, porém sem o uso de catapultas o peso máximo de decolagem é reduzido. Baseado nessa experiência, o novo porta-aviões chinês, o Shandong, teve como base do seu projeto o uso de catapultas, já presentes nos navios aeródromos dos Estados Unidos e da França.

Ainda assim, ter o seu primeiro porta-aviões nacional foi comemorado na Índia como um feito histórico. O país já operava navios do tipo, mas sempre de fornecedores internacionais. Foi o caso do INS Vikrant e INS Viraat, ambos usados anteriormente pela Royal Navy e batizados de HMS Hercules e HMS Hermes, e o atual Vikramaditya, operado pela União Soviética e posteriormente pela Rússia entre 1987 e 1996.

O Vikramaditya também continuará em serviço, uma vez que só começou a navegar com a bandeira indiana em 2014, após uma ampla reforma.

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Redação

Comentário

  • Índia dá exemplo ao Brasil construindo seu primeiro porta-aviões! Também na construção de caça embarcado, como já mencionado em matéria na Revista Asas em edição recente passada.
    Precisamos e temos condição de construir este tipo de embarcação para a defesa do nosso território marítimo, nossas riquezas no mar, segurança das rotas marítimas de comércio e dos nossos interesses no Atlântico Sul.
    Temos capacidade industrial, recursos humanos e materiais de construir submarinos, caças, aeronaves de transporte, veículos de combate, sistemas de misseis, drones, navios patrulha e corvetas.
    Falta desenvolver esta capacidade na nossa indústria de defesa, navio aeródromo e caça para operar embarcado deveriam ser projetos conjugados e estratégicos de defesa do Brasil para operar no extenso litoral e na Amazônia Azul.
    Podemos construir porta-aviões e porta helicópteros multifunção para operar caças, aeronaves de asas rotativas, aeronaves turboélices para função de transporte, reconhecimento, alerta antecipado, drones de reconhecimento/ ataque, inclusive para apoio a desembarque e missões de caráter humanitário.

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